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Setor de serviços se reúne com relator da reforma do IR para pedir que projeto não vá adiante

·1 min de leitura
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 19.02.2020 - O senador Angelo Coronel (PSD-BA) (à esquerda) ao lado do empresário Lindolfo Antônio Alves, sócio proprietário da Yacows, que depõe na CPMI das Fake News, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 19.02.2020 - O senador Angelo Coronel (PSD-BA) (à esquerda) ao lado do empresário Lindolfo Antônio Alves, sócio proprietário da Yacows, que depõe na CPMI das Fake News, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Representantes do setor de serviços se reuniram nesta sexta (15) com o relator da reforma do Imposto de Renda, Angelo Coronel (PSD-BA), para levar suas reclamações e saíram dizendo que o projeto não vai para frente.

Segundo Reynaldo Lima Junior, presidente do Sescon-SP (sindicato de escritórios contábeis), as entidades pediram que o projeto não seja levado adiante.

“Perdemos o timing das reformas. No começo do governo Bolsonaro tivemos um momento propício de discussões, mas, agora, queremos aprovar [a reforma do Imposto de Renda] a toque de caixa. O projeto não tem nosso apoio”, diz.

João Diniz, presidente da Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços), afirma que o relator deu a entender que não está satisfeito em avançar com a reforma neste momento, diante da pandemia e do desagrado dos setores.

“Existe uma tendência de que essa reforma não vá caminhar. Nas entrelinhas, ele [o relator] sinalizou isso”, diz.

Para o presidente da ACSP (associação comercial), Alfredo Cotait Neto, que considera o texto “altamente prejudicial” ao setor de serviços, Coronel foi receptivo ao ouvir as críticas.

Marcel Solimeo, economista-chefe da entidade, afirma que a reforma levaria mais burocracia para a maioria das empresas, que teriam de mudar seu sistema de tributação. “A gente deveria estar discutindo os problemas reais, e não coisas que não têm urgência e ninguém estava questionando no momento”, diz.

Também participaram da reunião na sede da ACSP representantes de hospitais, transportes, direito tributário e franquias.

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