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Setor de serviços, o principal do PIB, tem alta de 0,4% no primeiro trimestre

·2 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ, SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O setor de serviços, que representa a principal fatia do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, teve variação positiva de 0,4% no primeiro trimestre de 2021, em relação aos três últimos meses de 2020. O avanço, entretanto, ficou abaixo das altas verificadas na agropecuária (5,7%) e na indústria (0,7%) no mesmo período.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Pela ótica da oferta, o setor de serviços responde por 72,8% do PIB brasileiro. Engloba uma grande variedade de negócios, de pequenos comércios a instituições financeiras e de ensino. Também é o principal empregador no país.

Segundo o IBGE, serviços formam o segmento com mais dificuldades na pandemia. É que, ao longo da crise, estabelecimentos diversos foram atingidos por restrições impostas para conter a disseminação do coronavírus.

O segmento reúne empresas dependentes do movimento presencial de clientes, como bares, restaurantes e hotéis. No primeiro trimestre, a piora da pandemia chegou a gerar novas restrições ao funcionamento dos serviços. As taxas de isolamento, entretanto, ficaram menores se comparadas com o início da crise sanitária.

Dentro de serviços, houve resultados positivos, no primeiro trimestre, nos subsetores de transporte, armazenagem e correio (3,6%), intermediação financeira e seguros (1,7%), informação e comunicação (1,4%), comércio (1,2%), atividades imobiliárias (1%) e outros serviços (0,1%). A única variação negativa veio de administração, saúde e educação pública (-0,6%).

“A característica da pandemia afeta muito serviços oferecidos às famílias. Serviços presenciais foram muito afetados”, frisou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Na indústria, a alta de 0,7% foi puxada pelo segmento extrativo, que subiu 3,2% em relação ao quarto trimestre de 2020. Rebeca ressaltou que o ramo extrativo é beneficiado pelo apetite internacional por commodities como o minério de ferro.

Dentro da indústria, também houve avanços na construção (2,1%) e em eletricidade, gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos (0,9%).

Por outro lado, a indústria de transformação, o principal ramo fabril, recuou 0,5%. Segundo Rebeca, essa baixa teve relação com o desempenho da indústria alimentícia, que sentiu o impacto da inflação em alta.

Durante a crise sanitária, uma queixa recorrente de empresários industriais é a combinação entre escassez de insumos e disparada de preços de matérias-primas, reflexos do desarranjo de cadeias produtivas e da alta do dólar.

Em abril, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmou que a "economia terá problemas enquanto toda a população não for vacinada".

A agropecuária, que completa o trio de setores pelo viés da produção, cresceu 5,7% com o estímulo de culturas como a soja. O movimento positivo já havia sido registrado no ano passado. Conforme o IBGE, a participação da agropecuária no PIB passou de 5,1% para 6,8% de 2019 para 2020.

“A agropecuária vai ser afetada novamente pela safra recorde de soja, a nossa principal lavoura”, disse Rebeca.

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