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Setor de serviços, o principal do PIB, avança 0,7% no segundo trimestre

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**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 18/08/2021: Movimentação em bar na Vila Madalena. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 18/08/2021: Movimentação em bar na Vila Madalena. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) -O setor de serviços, o principal do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, teve avanço de 0,7% no segundo trimestre, em relação aos três meses iniciais deste ano. Enquanto isso, a agropecuária caiu 2,8%, e a indústria recuou 0,2%.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os dados nesta quarta-feira (1º).

Pela ótica da oferta, o setor de serviços responde por cerca de 70% do PIB brasileiro. Engloba uma grande variedade de negócios, de pequenos comércios a instituições financeiras e de ensino. Também é o principal empregador no país. ​

Durante a pandemia, a prestação de serviços foi atingida em cheio por restrições adotadas para frear a disseminação do coronavírus. Isso ocorreu porque o segmento reúne empresas dependentes do movimento presencial de clientes. Bares, restaurantes e hotéis fazem parte da lista.

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19, a perspectiva é mais positiva para o setor, sinalizam economistas. A perda de renda e a escalada da inflação, por outro lado, jogam contra os negócios. Em conjunto, os dois fatores abalam o poder de compra de parte da população.

Conforme o IBGE, mesmo com o avanço de 0,7%, o setor de serviços ainda está 0,9% abaixo do quarto trimestre de 2019, quando a economia ainda não sofria efeitos da pandemia.

Dentro do setor, houve resultados positivos nas atividades de informação e comunicação (5,6%), outras atividades de serviços (2,1%), comércio (0,5%), atividades imobiliárias (0,4%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,3%) e transporte, armazenagem e correio (0,1%). Houve estabilidade em administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0%).

Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, relatou que o desempenho do setor de serviços ainda é “segurado” pelo ramo de outras atividades de serviços. Esse segmento reúne uma série de empresas que prestam serviços às famílias e que dependem mais do atendimento presencial. Entre elas, estão bares, restaurantes, salões de beleza e academias de ginástica.

Mesmo com a alta no segundo trimestre, outras atividades de serviços estão 7,3% abaixo do patamar pré-pandemia, do quarto trimestre de 2019.

Na agropecuária, o IBGE destacou que a queda de 2,8% em relação ao primeiro trimestre foi puxada pelo menor desempenho do café. Em 2021, a cultura vive ano de bienalidade negativa. Ou seja, de menor produção frente a 2020. O IBGE também frisou que o principal efeito da soja no PIB é registrado no primeiro trimestre.

Na visão de Rebeca, o impacto da seca prolongada tende a se manifestar de forma mais contundente ao longo do ano na agropecuária.

“A agropecuária ficou negativa [no segundo trimestre] porque a safra do café entrou no cálculo. Isso teve um peso importante no segundo trimestre. A safra do café está na bienalidade negativa, que resulta numa retração expressiva da produção”, afirma Rebeca.

Mesmo com o desempenho negativo entre abril e junho, a agropecuária está 3,2% acima do patamar pré-pandemia. É o setor menos impactado pela crise de origem sanitária.

A indústria, por sua vez, recuou 0,2% devido às quedas de 2,2% nas indústrias de transformação e de 0,9% na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos. Esses resultados contrastam com a alta de 5,3% nas indústrias extrativas e de 2,7% na construção.

Rebeca associou o desempenho dos ramos de transformação e eletricidade à escassez de insumos e à seca, respectivamente. O setor industrial, apesar do desempenho negativo no segundo trimestre, está 1,6% acima do patamar pré-pandemia, do final de 2019.

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