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Setor de serviços cresce 2,4% em novembro, após dois meses de queda

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, BRASIL, 26-12-2021: Movimentação no Shopping Center Norte após o Natal. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, BRASIL, 26-12-2021: Movimentação no Shopping Center Norte após o Natal. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O volume do setor de serviços cresceu 2,4% no Brasil em novembro de 2021, na comparação com outubro.

A alta veio após dois meses consecutivos de queda, recuperando a perda acumulada de 2,2% nesse período, informou nesta quinta-feira (13) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado ficou acima das expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam avanço de 0,2%.

Com o desempenho de novembro, o segmento ficou 4,5% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, mas está 7,3% abaixo do recorde, alcançado em novembro de 2014.

O setor de serviços envolve uma grande variedade de negócios, desde bares e restaurantes até instituições financeiras, de tecnologia e de ensino. Também é o principal empregador no país.

"Esta recuperação do mês de novembro coloca o setor no maior patamar dos últimos seis anos, igualando-se ao nível de dezembro de 2015. Das últimas 18 informações divulgadas, na comparação mês contra mês anterior, 15 foram positivas e 3 foram negativas: março, devido a segunda onda de Covid-19, e setembro e outubro, por conta de aumentos de preços em telecomunicações e passagens aéreas", afirma Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.

Em relação a novembro de 2020, o segmento cresceu 10%, apontou o IBGE. Analistas consultados pela Bloomberg estimavam alta de 6,9% nesse recorte.

No ano de 2021, o setor acumula avanço de 10,9%. Em período maior, de 12 meses, o crescimento foi de 9,5%.

Ao longo da pandemia, a prestação de serviços diversos sofreu um choque no país. O baque ocorreu porque o segmento reúne atividades dependentes da circulação de clientes, que despencou após a adoção de restrições para conter a Covid-19.

Hotéis, bares, restaurantes e eventos fazem parte da lista de negócios impactados.

O que amenizou o tombo nas primeiras ondas da pandemia foi o avanço de serviços ligados à tecnologia. Essas atividades tiveram demanda aquecida no período de isolamento social.

No segundo semestre de 2021, os serviços de caráter presencial passaram a apostar em uma melhora dos negócios devido ao impulso da vacinação contra a Covid-19 e da reabertura da economia.

Porém, a recuperação tem sido ameaçada pelo cenário de escalada da inflação, juros mais altos e renda fragilizada. Em conjunto, esses fatores diminuem o poder de compra dos consumidores.

Outra ameaça é a variante ômicron, apontada como responsável pelo novo avanço da Covid-19 no Brasil.

Restaurantes e bares, por exemplo, tiveram de afastar funcionários em razão dos casos de coronavírus e gripe nas últimas semanas.

A contaminação de trabalhadores também fez com que companhias aéreas cancelassem uma série de voos na largada de 2022.

Antes de divulgar o desempenho de serviços, o IBGE apresentou outro indicador setorial referente a novembro de 2021: a produção industrial, que recuou 0,2%. Foi a sexta baixa consecutiva das fábricas.

Nesta sexta-feira (14), será a vez de o instituto divulgar o balanço das vendas do comércio varejista em novembro.

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