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Setor de serviços cresce 0,5% em agosto e atinge maior patamar desde 2015

·2 minuto de leitura
*ARQUIVO* RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 17-07-2012 - Especial
*ARQUIVO* RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 17-07-2012 - Especial

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O volume do setor de serviços no Brasil avançou 0,5% em agosto, frente a julho. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com o desempenho, o setor ficou 4,6% acima no nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020. Também alcançou o patamar mais elevado desde novembro de 2015. Contudo, ainda está 7,1% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014.

"O setor de serviços mantém sua trajetória de recuperação em agosto, sobretudo nos serviços considerados não presenciais, mas também nos presenciais, com o avanço da vacinação e o aumento da mobilidade das pessoas", disse Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.

O avanço em agosto foi impulsionado por quatro das cinco atividades, com destaque para serviços de informação e comunicação (1,2%) e transportes (1,1%), após resultados negativos em julho.

O volume de serviços acumulou alta de 11,5% entre janeiro e agosto deste ano. Em período maior, de 12 meses, houve elevação de 5,1%.

O IBGE informou ainda que, em relação a agosto de 2020, o setor cresceu 16,7%. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam avanço de 16,1% nessa base de comparação.

Durante a pandemia, a prestação de serviços diversos foi bastante prejudicada. A situação ocorreu porque o setor reúne atividades que dependem da circulação de clientes, do contato direto e de aglomerações. Hotéis, bares, restaurantes e eventos fazem parte dessa lista.

O que amenizou o baque do coronavírus foi o avanço de atividades ligadas à tecnologia, menos dependentes da circulação de consumidores.

Com o impulso da vacinação contra a Covid-19 e da reabertura da economia, as atividades de caráter presencial apostam em uma melhora nos negócios até o final do ano.

Isso, porém, não elimina todas as ameaças do cenário. A combinação entre desemprego e inflação em nível elevado representa um dos riscos, já que abala o poder de compra de parte das famílias.

Antes de divulgar o desempenho de serviços, o IBGE apresentou outros dois indicadores setoriais referentes a agosto: produção industrial e vendas do varejo. Ambos ficaram no vermelho.

A produção das fábricas recuou 0,7% frente a julho. A queda no comércio foi maior, de 3,1%.

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