Mercado fechará em 4 h 18 min
  • BOVESPA

    127.811,84
    -245,38 (-0,19%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.902,43
    -300,37 (-0,60%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,90
    +0,86 (+1,21%)
     
  • OURO

    1.776,60
    +1,80 (+0,10%)
     
  • BTC-USD

    36.506,16
    -2.461,20 (-6,32%)
     
  • CMC Crypto 200

    902,48
    -37,47 (-3,99%)
     
  • S&P500

    4.181,83
    -40,03 (-0,95%)
     
  • DOW JONES

    33.430,42
    -393,03 (-1,16%)
     
  • FTSE

    7.013,51
    -139,92 (-1,96%)
     
  • HANG SENG

    28.801,27
    +242,68 (+0,85%)
     
  • NIKKEI

    28.964,08
    -54,25 (-0,19%)
     
  • NASDAQ

    14.103,00
    -62,50 (-0,44%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,9853
    +0,0228 (+0,38%)
     

Setor de serviços avança 0,7% em abril

·3 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em tentativa de reação, o setor de serviços teve desempenho positivo em abril. Na comparação com março, o volume de negócios subiu 0,7% no país. Mesmo com o avanço, o setor está 1,5% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020.

O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

​Em relação a abril de 2020, fase inicial da pandemia, houve alta de 19,8%. É a maior elevação da série histórica, iniciada em 2012, nesse tipo de recorte. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam avanço inferior, de 18,8%

O crescimento, entretanto, foi turbinado pela base de comparação fragilizada. É que, no quarto mês do ano passado, diversos serviços desabaram com os impactos iniciais da crise sanitária, que paralisou a operação de empresas.

Conforme o IBGE, o setor ainda continua no vermelho no acumulado de 12 meses. Até abril, a baixa foi de 5,4%. No acumulado deste ano, a variação é positiva, de 3,7%.

A prestação de serviços foi atingida em cheio pela pandemia porque reúne atividades que dependem da circulação de clientes. Entre elas, estão operações de hotéis, bares e restaurantes.

Após despencar no começo da crise, o setor ensaiou retomada ao longo de 2020. No entanto, deu sinais de perda de fôlego com a redução de estímulos à economia e a piora da crise sanitária na largada de 2021.

A alta de 0,7% em abril foi acompanhada por duas das cinco atividades investigadas pelo IBGE. O maior avanço foi registrado por serviços prestados às famílias (9,3%), que recuperaram somente uma parte da queda de 28% em março.

A melhora parcial dessa atividade está relacionada ao menor nível de restrições em abril. Dentro de serviços prestados às famílias, a principal elevação foi de alojamento e alimentação (9,8%).

Ou seja, restaurantes, bares e hotéis foram beneficiados pela reabertura de empresas e pela maior circulação de clientes.

“Esse resultado dos serviços prestados às famílias deve ser relativizado, já que em março eles caíram 28%, no momento em que houve decretos estaduais e municipais que restringiram o funcionamento de algumas atividades para controle da disseminação do vírus”, ponderou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.

Além de serviços prestados às famílias, os serviços de informação e comunicação (2,5%) também avançaram no quarto mês do ano. Esse segmento, estimulado pela corrida por tecnologia na pandemia, acumulou ganho de 4,7% nos últimos três meses da pesquisa.

Na contramão, os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,6%, segunda taxa negativa em sequência. Em outros serviços, a baixa foi de 0,9%, eliminando pequena parte do ganho acumulado de 6,2% entre fevereiro e março.

O segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio teve estabilidade em abril (0%), após ter recuado 3,1% no período anterior.

Segundo especialistas, o avanço da vacinação contra a Covid-19 é essencial para reduzir restrições a atividades e garantir maior confiança de consumidores. Neste momento, desemprego e inflação em alta também são desafios para a recuperação dos negócios.

"O setor de serviços ainda está muito abalado. Foi o que mais sentiu as medidas de isolamento. É mais difícil para algumas atividades operar de forma remota, tanto é que ainda não voltaram ao patamar pré-crise", analisa Fernanda Consorte, economista-chefe do banco Ourinvest.

O setor chegou a retomar o nível pré-pandemia em fevereiro deste ano, mas já voltou a ficar abaixo desse patamar em março. Lobo ressaltou que a retomada mais consistente ainda depende dos serviços prestados às famílias, que sofrem mais com restrições à circulação. Essa atividade, segundo o IBGE, está 40,1% abaixo do nível pré-crise.

“Os serviços prestados às famílias são muito dependentes [do comportamento] da onda de contaminações, que tem efeito sobre as medidas impostas por governos, flexibilizando ou restringindo o funcionamento de estabelecimentos”, indicou Lobo.

Antes de divulgar o resultado de serviços, o IBGE apresentou neste mês o balanço de outros dois indicadores setoriais: produção industrial e vendas do comércio. As fábricas tiveram redução de 1,3% em abril, na comparação com março. Já o varejo registrou alta de 1,8%. ​

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos