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Setor público consolidado tem déficit primário de R$ 15,3 bi em novembro

Estevão Taiar

Um ano antes, o resultado tinha sido deficitário em R$ 15,602 bilhões O setor público consolidado fechou novembro de 2019 com déficit primário de R$ 15,312 bilhões, conforme dados do Banco Central (BC) divulgados nesta segunda-feira. Um ano antes, o resultado tinha sido deficitário em R$ 15,602 bilhões.

lkzmiranda/Pixabay

No acumulado de 2019, o setor público registrou um déficit de R$ 48,359 bilhões, o menor para o período desde 2015, de acordo com Renato Baldini, chefe-adjunto do departamento de estatísticas do BC. Em 2015, o déficit acumulado de janeiro a novembro havia sido de R$ 39,5 bilhões.

"O déficit acumulado no ano (2019) é bem melhor do que o acumulado nos 11 primeiros meses de 2018", destacou também Baldini, lembrando que, de janeiro a novembro de 2018, o resultado primário negativo foi de R$ 67,125 bilhões.

Nos 12 meses até novembro, o déficit primário acumulado correspondeu a R$ 89,492 bilhões, ou 1,24% do Produto Interno Bruto (PIB), vindo de 1,27% do PIB em outubro.

O resultado do penúltimo mês de 2019 reflete um déficit do governo central de R$ 18,177 bilhões e um superávit de R$ 2,903 bilhões dos Estados, municípios e suas respectivas estatais. Já as estatais tiveram déficit de R$ 39 milhões.

A meta para o setor público consolidado para 2019 é um déficit de R$ 132 bilhões.

No conceito nominal de resultado fiscal, que inclui os gastos com juros, o rombo foi de R$ 53,157 bilhões em novembro, maior do que aquele apurado um ano antes, de R$ 50,631 bilhões. Além do déficit primário de R$ 15,312 bilhões, o resultado mais recente reflete uma conta de juros de R$ 37,844 bilhões.

No ano, o déficit nominal é de R$ 390,721 bilhões, em comparação com R$ 419,400 bilhões no mesmo período de 2018. Nos 12 meses até novembro, o déficit nominal foi de R$ 458,763 bilhões, ou 6,36% do PIB, após marcar 6,35% em outubro. A conta de juros, no mesmo período, ficou em R$ 369,270 bilhões, ou 5,12% do PIB, após 5,10% em outubro.

Os dados não incluem Petrobras e Eletrobras. Os bancos estatais também não entram na conta, pois as estatísticas se referem ao setor público não financeiro.