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Setor mineral está alheio à discussão sobre terras indígenas, diz Ibram

Marcos de Moura e Souza

Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração, Flávio Penido, empresas só vão avaliar interesse quando o assunto já estiver 'apaziguado' no Congresso O projeto de lei apresentado pelo governo federal ao Congresso que prevê a possibilidade de exploração de recursos minerais em terras indígenas ainda está longe do radar das grandes empresas do setor.

“O setor nem está discutindo isso”, disse Wilson Brumer, presidente do conselho do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que reúne as mineradoras.

Segundo ele, enquanto não houver segurança jurídica e regras bem claras, o assunto permanecerá apenas como um cenário.

“O setor mineral está alheio a essa discussão”, insistiu ele em entrevista a jornalistas em Belo Horizonte.

Ainda sobre o projeto de lei, que foi encaminhado há alguns dias, o presidente do Ibram, Flávio Penido, afirmou que o setor mineral não foi consultado pelo governo antes da apresentação do texto ao Congresso.

Wilson Brumer, do Ibram, diz que o setor de mineração não entrou na discussão sobre terras indígenas

Valor

Disse ainda que enquanto o assunto não estiver, em suas palavras, "apaziguado" no Congresso e na sociedade de modo geral “nenhuma mineradora vai entrar nesse processo”, disse.

O projeto de lei prevê a possibilidade de abertura das terras indígenas para atividades exploratórias de gás, petróleo e também mineração.

Entidades que atuam na área ambiental e defesa de direitos indígenas levantaram os últimos dias uma série de riscos que a aprovação deste projeto de lei poderia causar a comunidades indígenas, especialmente na Amazônia.

No governo, defensores do projeto têm dito que o quadro atual de atividade garimpeira ilícita, destrutiva e violenta em algumas terras indígenas da Amazônia é pior do que um cenário de tentativa de legalização das atividades.

12/02/2020 16:12:33