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Setor de máquinas e equipamentos registra demissões por causa da pandemia

Ana Paula Machado

Há falta de previsibilidade e com isso, algumas empresas do setor já apresentam dificuldades em suas operações, diz Abimaq O presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Veloso, afirmou que já há empresas do setor parando as operações em razão da queda da demanda com a pandemia do novo coronavírus (covid-19). Segundo ele, as companhias estão dando férias coletivas e, há, inclusive, demissões.

“A indústria não pode parar é essencial para o funcionamento do país. Mas, hoje, há falta de previsibilidade e com isso, algumas empresas do setor já apresentam dificuldades em suas operações”, disse Veloso.

Segundo ele, as empresas do setor de máquinas e equipamentos são aquelas que darão a manutenção nas outras fábricas de setores considerados essenciais.

“Máquinas e equipamentos têm que ser enquadrados como essenciais. Somos nós que daremos condições de operação para as outras indústrias, como a de alimento, farmacêutico. Por isso estamos em contato com os governos federal e estaduais para estruturarmos medidas de prevenção dos empregos do setor”, afirmou Veloso.

Entre as medidas que a Abimaq conversa com o governo federal está a definição de regras da suspensão temporária do contrato de trabalho por 120 dias, sendo que o trabalhador deverá ter acesso ao seguro desemprego. “Essa é uma maneira de preservar os postos de trabalho e evitar demissões no setor.” Hoje, as empresas de máquinas e equipamentos empregam 310 mil pessoas diretamente.

Veloso ressaltou, ainda, que conversa com o governo federal para a suspensão, por 90 dias, do pagamento dos impostos federais, PIS/Cofins e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Já com os governos estaduais, a Abimaq tenta, ainda, que as cobranças do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) possam também ser adiadas por três meses. “Além disso, estamos em tratativas com o Ministério da Economia para a abertura de linhas de crédito para que pequenas e médias empresas do setor consigam passar por esse momento e fazer frente aos seus compromissos”, afirmou Veloso.