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Setor de serviços emprega 55 milhões de brasileiros

·7 minuto de leitura
Woman at a bakery serving a customer
De acordo com números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados divulgados pelo Ministério da Economia, o setor de serviços domina as carteiras assinadas no País
  • Setor de serviços é responsável por 63% do PIB

  • Serviços também são 'donos' de 68% dos empregos do país

  • Atualmente, as maiores empresas do setor vem da área de varejo, transporte ou telecomunicações

Ao contrário da indústria, da agricultura e da pecuária, é difícil pensar rapidamente o que é o setor de serviços — conhecido também como terceiro setor. O fato é que, nesta parcela diversa da economia, estão algumas das principais atividades econômicas do País. Como, por exemplo, o comércio varejista, administração pública, transporte, atividades financeiras e imobiliárias, saúde e educação. É, assim, o setor mais importante na economia brasileira.

Para facilitar a compreensão da área, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dividiu toda a força econômica de serviços no Brasil em oito grandes áreas. São elas:

  • Comércio;

  • Alojamento e alimentação;

  • Transportes;

  • Comunicações;

  • Serviços financeiros;

  • Atividades imobiliárias e serviços prestados às empresas;

  • Administração pública;

  • Demais serviços.

Com isso bem definido, o IBGE chegou ao resultado de que o setor abocanha 63% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. “Hoje, o Brasil é essencialmente um país de serviços. Nossa indústria perdeu muita força nos últimos anos e o agro é forte, mas não a ponto de tomar a liderança”, afirma Arnaldo Ribeiro, especialista no terceiro setor e com atuação sindical. “Nós temos uma população imensa e, com isso, a necessidade de serviços”.

Raio-x dos serviços

Hoje, com esse tamanho, o setor de serviços é responsável pelo maior contingente de trabalhadores empregados no Brasil: responde por 68% do emprego do País, abrigando mais de 55 milhões de brasileiros com carteira assinada — além da massa de informais. Por isso, analistas reforçam que o País está cada vez mais dependente do desempenho do setor no geral. Se os serviços vão bem, o restante da economia tende a acompanhar.

“Com o avanço da digitalização e o crescimento dos ditos serviços digitais, o terceiro setor ganhou força central na economia. Hoje, até mesmo os Estados Unidos cercam seu crescimento econômico em cima de produtos digitais e especulação financeira. Não há mais a mesma preocupação em ser o responsável por ter grandes parques industriais”, afirma Roberto Konishi, professor de economia na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

De acordo com números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério da Economia, o setor de serviços domina as carteiras assinadas no País. Dentre as 50 maiores empregadoras brasileiras, 8 delas são focadas em teleatendimento. Enquanto isso, logo na sequência, estão os ramos de alimentos (6), saúde (6), terceirização de serviços (5) e bancos (4). Veja abaixo ranking das maiores de serviços.

  1. Atento Brasil (teleatendimento), com 73.822 empregados.

  2. SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (saúde), com 35.906.

  3. Itaú Unibanco (financeiro), com 32.514.

  4. Liq Corp (teleatendimento), com 31.057.

  5. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (saúde), com 29.886.

  6. AlmavivA do Brasil (teleatendimento), com 27.734.

  7. Top Service Serviços e Sistemas (terceirização), com 27.006.

  8. MGS (serviços públicos), com 24.099.

  9. COMLURB: Companhia Municipal de Limpeza Urbana (limpeza), com 19.751.

  10. Fundação do ABC (saúde), 19.640.

No entanto, vale lembrar que, de acordo com dados divulgados pelo IBGE em 2019 sobre os serviços em 2017, o setor está se transformando. A área tinha, na época, 1,307 milhão de empresas, que empregavam 12,302 milhões de pessoas e pagavam, em média, 2,2 salários mínimos. Houve redução nos três indicadores na comparação com 2016, quando totalizavam 1,330 milhão de empresas (-1,7%), com 12,345 milhões de pessoas ocupadas (-0,3%), pagando 2,3 salários mínimos. No período, foram fechadas 23,1 mil empresas.

Os números também caíram em relação a 2014, período anterior à crise de 2016, época em que o setor de serviços contava com 1,321 milhão de empresas (-1,1% em relação a 2017), 13,0 milhões de trabalhadores (-5,3%) com remuneração média de 2,4 salários mínimos.

“Quando saírem dados consolidados do setor de serviços pós-pandemia, vai ser um susto”, diz Juliana Frias, analista de varejo. “Não tenho dúvidas de que repetiremos esse resultado apresentado em 2019, em quedas ainda piores. Salários mais restritos, empresas fechando e por aí vai. É preciso entender como recuperar esse verdadeiro tombo e, principalmente, o que está causando essa depressão acentuada em todo o setor ao longo dos últimos anos”.

Maiores empresas de serviços

Com tamanha força e importância, o setor de serviços também domina o assunto quando falam sobre as maiores companhias do País — brigando de perto com petroleiras e afins.

Atualmente, as maiores empresas do setor vem da área de varejo, transporte ou telecomunicações. Não entram na contagem, porém, marcas ligadas ao setor de combustíveis, como BR Distribuidora e Ipiranga. Também, nesse ranking, ficam de fora as financeiras, como Itaú, Santander e Bradesco. Confira, abaixo, as 15 maiores empresas essencialmente de serviços, de acordo com o Ranking 1500, compilado pelo Estadão:

  1. Telefônica (Vivo). Renda mensal (em R$ mil): 43.506.637.

  2. Atacadão (Carrefour). Renda mensal (em R$ mil): 38.383.000.

  3. Claro. Renda mensal (em R$ mil): 34.638.297.

  4. Assaí Atacadista. Renda mensal (em R$ mil): 28.082.000.

  5. Pão de Açúcar. Renda mensal (em R$ mil): 25.807.000.

  6. Via Varejo. Renda mensal (em R$ mil): 24.486.000.

  7. Latam Airlines Brasil. Renda mensal (em R$ mil): 19.381.278.

  8. Magazine Luiza. Renda mensal (em R$ mil): 18.491.861.

  9. Correios. Renda mensal (em R$ mil): 18.356.077.

  10. Sabesp. Renda mensal (em R$ mil): 17.983.654.

  11. TIM S/A. Renda mensal (em R$ mil): 17.377.194.

  12. Raia Drogasil. Renda mensal (em R$ mil): 16.697.637.

  13. Cemig Distribuição. Renda mensal (em R$ mil): 15.918.741.

  14. Eletropaulo (ENEL SP). Renda mensal (em R$ mil): 14.704.049.

  15. Gol Linhas Aéreas. Renda mensal (em R$ mil): 13.056.696.

“É claro que, quando vemos as empresas mais lucrativas do País, marcas como Petrobrás, Vale e outras gigantes industriais vão ficar no topo. Vendem não só para o Brasil, mas para o mundo todo. No entanto, quando 30% ou 40% de um ranking tem empresas de serviços, varejo, transporte ou utilidade pública, mostra como nosso mercado doméstico é forte”, diz Carlos Souza, professor de economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), ao Yahoo.

Perfil dos serviços

De acordo com dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2019, o setor de serviços está passando por uma descentralização de suas operações. Com isso, o Sudeste perde posição e as demais regiões vão ganhando dinamismo. É um movimento aguardado por especialistas e analistas do setor, já que, com o crescimento da área, é tendência que empresas busquem regiões mais baratas do País.

De acordo com a sondagem do IBGE e divulgada pela Agência Brasil, o Sudeste brasileiro está desaquecendo, enquanto outras regiões estão ganhando dimensão. A Região Sudeste experimentou, na década compreendida entre 2008 e 2017, queda no pessoal ocupado (de 60,4% do total para 57%), no número de empresas (de 59,3% para 56,4%), no salário pago (de 67,3% para 63,3%) e na receita bruta de prestação de serviços (de 66,2% para 64,3%).

Dentre as regiões que ganham mais força, estão a Sul, a Centro-Oeste e, enfim, a Nordeste. Elas, em conjunto, abocanharam fatias que começam a ser perdidas por capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.A região Sul é a que mais cresceu nesse quesito. O Paraná liderou a geração de receita bruta na região, com 39,3%. Depois vem o Rio Grande do Sul, que viu sua participação cair 3,7 pp no período, para 35,2% do total.

“Hoje, é inegável que a região Sul se tornou um polo importante do setor de serviços, assim como o Centro-Oeste e parte do Nordeste”, diz Roberto Konishi, professor de economia na Universidade Federal do Paraná (UFPR). “As empresas crescem, precisam expandir atuação e, ao invés de manter núcleos em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, vão para capitais menores, com menor renda per capita, e conseguem economizar dinheiro”.

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