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Setor de eventos caminha para futuro 100% digital

Matheus Mans
·5 minutos de leitura
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Com a pandemia do novo coronavírus no Brasil, se tornou impossível a tarefa de realizar um evento ou congresso presencial. Para sobreviver, empresas de eventos se digitalizaram e, para especialistas, não há volta.

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Entidades do setor estimaram perdas de até R$ 80 bilhões até maio. Com o avanço de ferramentas e inovações, o setor começa a experimentar novos passos enquanto não há previsão de retorno no Brasil. No futuro, mesmo com a vacina, a inovação deve permanecer.

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“Os benefícios de eventos são expandir relações, experiência e o conteúdo”, contextualiza Pedro Filizzola, CMO da Sambatech, startup de tecnologia em vídeo. “Temos desafios, mas com espaço para gerar valor e entregar conteúdo. Evento presencial é mais próximo, mais assertivo. Digital você tem mais escala, mas tem o desafio do relacionamento ser feito de uma forma que agregue valor e gerar negócios que sejam relevantes para os dois lados.”

Todos os dados em um lugar

Ainda que muitas empresas apostem em plataformas convencionais para transmitir palestras e eventos, como Zoom, Google Meet e Skype, algumas startups ganharam força e avançaram com suas tecnologias durante a pandemia. É o caso da Congresse.me, a primeira e maior plataforma de congressos online no Brasil.

Segundo dados divulgados pela própria empresa, eles conseguem reduzir os gastos com eventos em até 90% ao realizá-lo numa plataforma própria. Em 2020, a Congresse.me já ultrapassou a marca de 100 eventos, com previsão de chegar a 220 até o final do ano. São 700 mil participantes, 3,8 mil palestrantes e 5 milhões de palestras.

O diferencial está na coleção de ferramentas disponíveis. Entre elas, é possível ter um banco de dados central dos participantes, controlar pagamentos pela própria plataforma, exibir as palestras numa plataforma de vídeo central e, ainda, emitir certificados e cursos complementares ao evento.

“Por mais que já houvesse a criação de vários eventos digitais, o mercado não estava preparado para essa ruptura. A transição é abrupta”, disse Luíz Gustavo Borges, CEO da Congresse.me. “O mercado de eventos nunca mais será como era antes, quem souber se posicionar irá sair na frente nessa nova corrida.”

A startup recebeu um investimento anjo dos fundos Investidores.vc, pioneiro na formação de investidores anjos do Brasil, e da Gávea Angels, um dos maiores e mais tradicionais grupos de investimento anjo do país.

“Os organizadores precisam entendem que o desafio é não querer replicar exatamente igual o seu evento presencial nos meios digitais. Afinal, existem públicos diferentes, atividades que não possuem boa experiência ainda, porém há inúmeras outras oportunidades para serem apresentadas”, afirma a startup.

Videogame invade o mundo corporativo

Enquanto a Congresse-me aposta no ambiente integrado, a F/Malta já foca em outro quesito importante em eventos corporativos: a socialização. A troca de cartões ou o café informal agora são digitais.

O projeto do empresário Felipe Malta surgiu como uma plataforma com gamificação para escritórios virtuais. A oportunidade de mercado a transformou em uma base para eventos digitais.

Evento da F/Malta coloca participante como avatar em ambiente virtual (Foto: Divulgação)
Evento da F/Malta coloca participante como avatar em ambiente virtual (Foto: Divulgação)

Nele, ambientes tridimensionais são desenhados de acordo com as necessidades do evento. Os convidados possuem avatares e podem interager entre eles, além de estandes, marcas e outros conteúdos.

“Nossas experiências com essas novas tecnologias têm sido maravilhosas, mas o primeiro passo é sempre mais delicado para que os clientes entendam, de fato, como o potencial de negócio nessas ferramentas é maior do que a diversão”, conta Malta.

Satisfação garantida

Com alguns meses de pandemia no Brasil, vários eventos já tiveram suas experiências no digital. É o caso do InovAtiva, maior programa de aceleração de startups da América Latina. Na 11ª edição do evento, eles tiveram que digitalizar a experiência de mentorias, premiações e apresentações de startups do Brasil.

O resultado foi recorde: ao todo, 128 empresas concluíram todas as atividades obrigatórias. Além disso, o evento contou com mais de 460 participantes, entre 213 mentores e investidores, mais de 40 membros da comunidade InovAtiva, 174 empreendedores e mais de 60 produtores de conteúdo.

“Foi uma experiência muito benéfica para o programa. Como o InovAtiva Brasil é voltado para startups de qualquer lugar do país, independentemente do segmento de atuação, a digitalização do evento conseguiu alcançar um maior número recorde de startups”, diz Rafael Wandrey, Coordenador-Geral de Empreendedorismo Inovador e Novos Negócios da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Ministério da Economia).

Outro grande evento do setor, enquanto isso, está se preparando para entrar nesse “campo digital”: o CASE, um dos principais eventos de startups do Brasil, será feito totalmente online em outubro, ao lado do Startup Summit, Sebrae, ACATE e Abstartups. Será gratuito, com conteúdo 24h em quatro palcos diferentes de palestrantes nacionais e internacionais.

“Queremos revolucionar os eventos digitais e ampliar nosso alcance sem perder de vista o que sempre moveu o CASE e o Startup Summit: conexão e conteúdo de qualidade”, afirma Daniel Fazoli, Diretor de Operações da Associação Brasileira de Startups. “Mais de 20 mil pessoas já passaram pelos dois eventos. Nesta edição, esperamos mais de 30 mil”.

Para José Luiz, diretor de parcerias da Driven.cx, grupo consultivo de transformação digital, é preciso pensar no todo. “Toda revolução vem pra ficar, transformando o cenário anterior, mas não a anulando”, diz. “Ao entender que um evento é uma plataforma de experiências, o canal onde isso acontece não pode ser mais importante que a experiência em si.”

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