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Setor aéreo estabelece meta para zerar emissão de carbono até 2050

·4 minuto de leitura

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) anunciou em sua 77ª Assembleia Geral Anual que quer zerar as emissões de carbono na aviação até 2050. Esse foi o compromisso assumido pelo órgão após alinhar com as companhias de todo o mundo um cronograma de metas que terá início em 2025. A ordem é pensar em um mundo mais sustentável.

“As companhias aéreas de todo o mundo tomaram uma decisão importante para garantir que voar seja sustentável. A reconexão pós-covid-19 estará em um caminho claro em direção à emissão zero de carbono líquido”, comentou Willie Walsh, Diretor Geral da IATA. “Isso garantirá a liberdade das gerações futuras de explorar, aprender, comercializar, construir mercados, valorizar culturas e conectar-se com pessoas de todo o mundo de forma sustentável. Com os esforços coletivos de toda a cadeia de valor e políticas governamentais de apoio, a aviação alcançará emissões líquidas zero até 2050”, completou, otimista.

O órgão informou que o plano de zerar as emissões de carbono de todo o setor aéreo até 2050 foi baseado no que foi estabelecido pelo Acordo de Paris. A ideia é que o aquecimento global não ultrapasse 1,5°C. Para ter êxito, no entanto, o esforço da indústria da aviação não será pequeno. Segundo a Iata, para poder atender às necessidades dos dez bilhões de pessoas que devem voar em 2050, pelo menos 1,8 gigatonelada de carbono deve ser abatida naquele ano. Além disso, o compromisso líquido zero implica que um total acumulado de 21,2 gigatoneladas de carbono será reduzido até 2050.

A Associação sabe que o sucesso do plano não depende apenas de boa vontade e da ação das companhias aéreas em todo o mundo. Por conta disso, comparou o cenário atual com o que o setor automobilístico está enfrentando na atualidade, com a ascensão dos carros elétricos ou híbridos no mercado.

“O alcance da conectividade global sustentável não pode ser alcançado apenas nas costas das companhias aéreas. Todas as partes da indústria da aviação devem trabalhar juntas dentro de uma estrutura de política governamental de apoio para entregar as mudanças massivas que são necessárias, incluindo uma transição energética. Isso não é diferente do que estamos vendo em outras indústrias. Os esforços de sustentabilidade do transporte rodoviário, por exemplo, não estão sendo promovidos por motoristas que constroem veículos elétricos. Os governos estão fornecendo políticas e incentivos financeiros para que fornecedores de infraestrutura, fabricantes e proprietários de automóveis possam fazer coletivamente as mudanças necessárias para um futuro sustentável. O mesmo deve se aplicar à aviação”, alertou Willie Walsh.

O planejamento da IATA

Imagem: Sônia Nadales/Unsplash
Imagem: Sônia Nadales/Unsplash

A combinação de medidas necessárias para atingir emissões líquidas zero para a aviação até 2050 depende também do quanto a tecnologia do setor irá evoluir. Por conta disso, o cronograma estabelecido pela IATA para atingir a ousada meta foi escalonado de cinco em cinco anos, tendo como base o cenário atual. A ideia é dar o pontapé inicial já em 2025, impulsionando a produção do SAF (combustível sustentável para aviões) com o auxílio dos governos em todo o mundo.

Confira abaixo o plano detalhado da IATA para zerar a emissão de carbono no setor aéreo.

  • 2025: Com o apoio adequado da política governamental, a produção de SAF deve chegar a 7,9 bilhões de litros (2% da necessidade total de combustível)

  • 2030: A produção SAF é de 23 bilhões de litros (5,2% da necessidade total de combustível). Os ANSPs implementaram totalmente as atualizações de bloco do Sistema de Aviação da ICAO e programas regionais, como o Céu Único Europeu

  • 2035: A produção de SAF é de 91 bilhões de litros (17% da necessidade total de combustível). Aeronaves elétricas e / ou a hidrogênio para o mercado regional (50-100 assentos, voos de 30-90 minutos) tornam-se disponíveis

  • 2040: A produção de SAF é de 229 bilhões de litros (39% da necessidade total de combustível). Estão disponíveis aeronaves a hidrogênio para o mercado de curta distância (100-150 assentos, voos de 45-120 min).

  • 2045: A produção de SAF é de 346 bilhões de litros (54% da necessidade total de combustível).

  • 2050: A produção SAF atinge 449 bilhões de litros (65% da necessidade total de combustível).

“O caminho a seguir para todos os meios de mitigação de carbono será examinado. Associaremos os compromissos às realizações em relatórios que deixem claro como estamos progredindo. O envolvimento com viajantes, ONGs ambientais e governos com base em relatórios transparentes garantirá que nosso caminho de voo para a rede zero seja totalmente compreendido”, concluiu Walsh.

Fonte: Canaltech

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