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Sete entre cada dez trabalhadores brasileiros não fecham as contas do mês

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Entre as justificativas estão a alta inflação, o incessante medo de desemprego e os juros altos. Foto: Getty Images.
Entre as justificativas estão a alta inflação, o incessante medo de desemprego e os juros altos. Foto: Getty Images.
  • A pesquisa aponta que sete em cada dez trabalhadores, ou seja, 66%, não conseguem fechar as contas do mês;

  • Segundo o estudo, a pandemia piorou a situação, já que em 2019, 58% não fechavam o mês no azul;

  • Como justificativa estão a alta inflação, o medo do desemprego e os altos juros.

A pesquisa bienal “Hábitos e Impactos da Saúde Financeira do Trabalhador”, designada pela Zetra e SalaryFits, fintechs atuantes na oferta e gestão de benefícios com desconto em folha, informa que cerca de sete entre cada dez trabalhadores brasileiros, ou seja, 66%, assumem que não têm dinheiro suficiente para pagar todas as despesas mensais.

De acordo com o estudo, a conjuntura piorou com a pandemia, pois o indicador era menor em 2019, com 58% dos brasileiros dizendo que não conseguiam fechar as contas ao fim do mês.

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Entre as justificativas estão a alta inflação, o incessante medo de desemprego e os juros altos. Como forma de arranjar meios para fechar o mês no azul, muitos trabalhadores buscam alternativas. Alguns exemplos são o uso do cartão de crédito, trabalhos como autônomos e renda de familiares.

Essas foram as respostas de 28% dos entrevistados deste ano, contra apenas 10% da mesma pesquisa de 2019. Se levar em conta apenas mulheres, 34% procuram por tais soluções, já que têm salários menores que os dos homens e pouco acesso às vagas de trabalho.

Enquanto isso, a utilização do cheque especial é a resposta de 19% no estudo. Já 10% usam do empréstimo para pagar as contas. Esses percentuais são maiores entre pessoas mais velhas e dependentes.

Délber Lage, presidente da SalaryFits, ressalta que o número de pessoas pedindo ajuda a amigos e familiares caiu em relação a 2019, de 5% a 3%. 

Contudo, esse dado pode representar a piora do quadro econômico não apenas do trabalhador, mas de sua rede familiar, forçando todos a encontrarem alternativas. Essa postura pode desembocar em trabalhos paralelos e endividamentos abusivos.

As informações são da Valor Investe.

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