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Servidores do orçamento e planejamento ameaçam parar e avaliam deixar cargos de chefia

·2 min de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Servidores da área de planejamento e orçamento do governo federal decidiram em assembleia nesta segunda-feira (3) aderir ao indicativo de paralisação em janeiro como forma de pressionar o Palácio do Planalto a negociar um reajuste salarial.

A data de paralisação, prevista para 18 de janeiro, foi divulgada em reunião na semana passada pelo Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado), do qual representantes da área de planejamento e orçamento fazem parte.

A assembleia, portanto, referendou o calendário proposto pelo fórum.

O Fonacate reúne 37 associações e sindicatos de carreiras de estado, sendo que cerca de 30 são de categorias do serviço público federal, como CGU (Controladoria-Geral da União), diplomatas, analista de comércio exterior, Tesouro Nacional, Receita Federal e auditores do trabalho.

Segundo o presidente da Assecor (Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento), Márcio Gimene, ainda será avaliada a possibilidade de que servidores entreguem cargos de chefia, mas sem que isso prejudique a gestão do Orçamento de 2022, que ainda precisa ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Representantes da elite do funcionalismo se reuniram no fórum na semana passada e passaram a ameaçar o governo com a possibilidade de paralisações de um ou dois dias em janeiro e até mesmo uma greve geral, sem prazo para terminar, a partir de fevereiro.

O movimento foi deflagrado após o lobby de policiais federais surtir efeito e as corporações garantirem recursos para aumentos salariais em 2022, com apoio de Bolsonaro.

"Não pode haver nenhum tratamento diferenciado para a área de segurança [pública] sem que haja qualquer justificativa técnica para isso", disse Gimene.

Há cerca de mil servidores (analistas e técnicos) na carreira de planejamento e orçamento, sendo que 572 são ativos. Entre os mil servidores, 650 são associados à Assecor.

A pressão do funcionalismo por reajuste tem aumentado nos últimos dias. O sindicato que representa os servidores do Banco Central (Sinal) também decidiu aderir ao indicativo de paralisação em janeiro e iniciou movimento de entrega de cargos de chefia na autarquia nesta segunda.

Segundo a entidade, a autoridade monetária conta com cerca de 500 posições comissionadas.

O movimento começou com a entrega de comissões na Receita Federal em dezembro. O Sindifisco (sindicato da categoria) estima que 1.237 auditores em postos de chefia já abriram mão de cargos.

A mobilização do funcionalismo foi desencadeada depois que o presidente Bolsonaro se empenhou e prometeu um reajuste para carreiras policiais.

Apenas PF, PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Depen (Departamento Penitenciário Nacional), além de agentes comunitários de saúde, obtiveram promessa de reajuste dentro do funcionalismo.

O Orçamento prevê R$ 1,7 bilhão para o reajuste, mas não há no texto uma previsão de uso dessa verba exclusivamente para essas carreiras policiais.

Após a reunião do Fonacate, a entidade ressaltou que a maioria dos servidores públicos federais está com o salário defasado em 27,2%, pois não há reajuste desde 2017.

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