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Servidor do Rio: confira simulações de empréstimos com nova margem consignável de 55%

·3 min de leitura

Servidores da Prefeitura do Rio já podem visualizar, pelo aplicativo ConsigRio Servidor, a nova margem consignável para tomada de crédito, agora que o limite de 55% já foi implementado nos contracheques. Desde sexta-feira passada, com a consolidação da folha de pagamento de novembro, o percentual ampliado, que antes era de 40%, está disponível para processamento pelas instituições financeiras. A pedido do EXTRA, a Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento (SMFP), responsável pela atualização dos valores, fez simulações (veja abaixo) de como o aumento da margem vai impactar a capacidade do funcionalismo carioca de contratar empréstimos.

Margem consignável é o percentual do salário bruto, já com os descontos obrigatórios abatidos, que pode ser comprometido com descontos facultativos. Conforme a lei sancionada pelo prefeito Eduardo Paes no último dia 4, o novo limite pode chegar a 85%, se a pessoa tiver prestações de financiamento de imóvel consignadas ou descontos em folha determinados por decisão judicial.

Na prática, a majoração da margem significa que os servidores poderão pegar mais crédito junto aos bancos, o que pode ser de grande ajuda nestes tempos de crise, considerando que o empréstimo consignado, por ser descontado em folha, tende a ter taxas de juros menores. Por outro lado, quem utilizar o percentual máximo precisará arcar com parcelas maiores para quitar a dívida e, portanto, o que sobrará do salário para cair na conta será um valor menor.

A nova margem consignável vale para ativos (efetivos e comissionados), aposentados, pensionistas e empregados públicos do Rio. A lei que fez a alteração é baseada em estudo da SMFP que detectou que 42,5% dos servidores com crédito consignado renegociaram dívidas em 2020, para ter mais prazo de pagamento.

Quem ganha menos tem mais chance de se enrolar

Segundo a planejadora financeira Adriana de Lucca, mestre em Economia, como a nova margem consignável dos servidores do Rio é bem alta, a chance de quem contratar empréstimos se enrolar com as finanças é grande. O perigo é maior para os funcionários com remuneração mais baixa, já que o valor que sobrará do salário pode ser insuficiente para cobrir despesas básicas.

A dica da especialista é colocar na ponta no lápis tudo que se gasta por mês antes de tomar a decisão de pegar crédito.

— Há pessoas que entendem o crédito como uma extensão da renda e veem nele uma saída para tudo. Esse dinheiro não pode ser usado para consumo de coisas do dia a dia, se não, vira uma bola de neve. Só vale se for para um investimento, como em educação, ou para pagar algo muito importante, que não se pode comprar à vista e que fará diferença na qualidade de vida — orienta.

Troca de dívida ‘cara’ por mais ‘barata’ vale a pena

O uso do crédito consignado pode ser interessante para quitar outros empréstimos com juros maiores. Assim, troca-se uma dívida “mais cara” por uma “mais barata”, com taxas menores.

Ainda que o momento econômico seja difícil, com a inflação escalando, Adriana de Lucca só recomenda que se pegue dinheiro emprestado com os bancos para pagar contas de supermercado e luz, por exemplo, em caso de extrema necessidade.

— Como são despesas essenciais, até existe uma justificativa para a tomada de crédito. Mas, no mês seguinte, a pessoa terá os mesmos gastos. O ideal é olhar para as finanças, entender o que está errado e buscar um jeito de fazer as contas caberem no orçamento — indica.

Pesquisar preços, reduzir o consumo e optar por produtos de marcas mais baratas pode ajudar.

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