Serviços puxaram alta no custo da construção em dezembro

Os grupos Serviços e Mão de Obra provocaram a aceleração do Índice Nacional de Custos da Construção - Mercado (INCC-M) de 0,23% para 0,29% na passagem de novembro para dezembro, informou nesta sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Os três subgrupos que compõem o índice relativo a Serviços e os três subgrupos que compõem o índice da Mão da Obra apresentaram aceleração.

Dentro de Serviços, que passou de 0,10% em novembro para 0,25% em dezembro, o item aluguéis e taxas subiu de 0,16% para 0,39% no período. Também registraram alta os serviços pessoais, de 0,06% para 0,20%, e os serviços técnicos, de 0,05% para 0,10%.

Já no grupo Mão de Obra, que passou de 0,24% em novembro para 0,31% em dezembro, apresentaram avanço no período os itens auxiliar (de 0,26% para 0,30%), técnico (de 0,18% para 0,29%) e especializado (de 0,34% para 0,41%). O grupo Materiais e Equipamentos registrou em dezembro a mesma leitura de novembro, de 0,26%.

Dos quatro subgrupos que compõem esse índice, três apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: materiais para estrutura (de 0,06% para 0,10%), materiais para instalação (de 0,57% para 0,68%) e materiais para acabamento (de 0,45% para 0,46%). Apenas o subgrupo equipamentos para transporte de pessoas (de 0,39% para estabilidade) apresentou desaceleração.

O subgrupo materiais para estrutura foi influenciado por material metálico (de -0,10% para 0,06%) e material de madeira (de 0,12% para 0,55%). Material à base de minerais não metálicos recuou, passou de 0,11% para estabilidade. O item materiais para instalação foi influenciado por instalação hidráulica (de 0,40% para 0,87%), já que instalação elétrica recuou no período, de 0,85% para 0,39%. O subgrupo materiais para acabamento foi influenciado por revestimentos, louças e pisos (de -0,02% para 0,55%) e esquadrias e ferragens (de 0,23% para 0,45%).

Os demais itens apresentaram desaceleração de novembro para dezembro: produtos químicos (de 0,90% para -0,17%), material para pintura (de 1,15% para 0,91%), madeira para acabamento (de 0,46% para 0,14%) e pedras ornamentais para construção (de 0,62% para 0,61%).

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