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Serviço de streaming e iPhone mais barato, a estratégia da Apple

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CEO da Apple, Tim Cook, no evento anual da empresa na sede principal de Cupertino, na Califórnia

A Apple pôs o vídeo no centro de sua nova oferta de produtos e serviços a preços reduzidos, e pegou a Disney+ de surpresa ao anunciar, nesta terça-feira, o lançamento de sua plataforma de streaming de vídeo Apple TV+ em 1º de novembro, duas semanas antes da Disney, em aproximadamente 100 países.

O gigante californiano também apresentou uma nova gama de smartphones, o iPhone 11 (o modelo básico, por 699 dólares), o 11 Pro (999 dólares) e o 11 Pro Max (1.099 dólares, maior).

O iPhone 11 está equipado com um novo processador, o "A13 Bionic", que deve dar uma vantagem técnica à Apple em relação a seus concorrentes, quando o iPhone perde terreno em um mercado mundial de smartphones desacelerado.

Há anos, a Apple organiza conferências que geram enormes expectativas e nas quais apresenta um novo iPhone, cada vez mais sofisticado, quando se aproximam as festas de fim de ano.

Mas esta vez a Apple apresentou seus novos serviços, que devem permitir que a empresa diversifique seu ecossistema e reduza sua dependência em relação ao iPhone.

- Antes e mais barato -

Por menos de cinco dólares, a plataforma de streaming Apple TV+ será acessível por quase metade do preço básico da Netflix nos Estados Unidos e dois dólares abaixo do serviço de streaming Disney+.

Inicialmente, a Apple TV+ terá uma oferta limitada de conteúdo original, mas Tim Cook, o CEO da empresa, prometeu adicionar novas produções a cada mês.

Já apresentou "See", uma série original protagonizada por Jason Momoa ("Aquaman", "Game of Thrones") que conta a história de uma tribo na qual nascem crianças com o dom da visão em uma época em que todo o resto da humanidade perdeu a capacidade de ver.

No evento também foi apresentado o serviço de assinatura de videogame online da empresa, o Apple Arcade, cujo lançamento está programado para 19 de setembro.

O serviço estará disponível na App Store, sua loja de aplicativos online, em mais de 150 países por US$ 4,99 por mês, e incluirá mais de 100 títulos de jogos criados especialmente para aparelhos da Apple.

"Você não pode encontrar esses jogos em nenhuma outra plataforma móvel ou serviço de assinatura, nenhum serviço de videogame lançou tantos jogos e estamos ansiosos para você jogar tudo isso", disse o gerente de produtos da empresa, Ann Thai.

A Apple também inovou com uma oferta combinada: os compradores de um novo iPad (disponível a partir de 30 de setembro), de um iPhone ou de um computador da marca terão um ano de assinatura do Apple TV+ incluído.

São formas de fortalecer uma estratégia de expansão de serviços, de acordo com especialistas.

"Talvez vejamos ao que a Apple se refere quando fala de serviços e dispositivos como um produto unificado", disse Carolina Milanesi, analista da Creative Strategies.

- Câmera dupla -

O grupo também destacou a sofisticação das novas câmeras integradas. O iPhone 11 terá uma câmera dupla na parte de trás, com lente grande angular e teleobjetiva, e o sensor frontal do dispositivo, utilizado para selfies, permitirá gravar em câmera lenta.

O iPhone 11 Pro estará equipado com um triplo sensor fotográfico.

A Apple também destacou uma maior duração da bateria e uma melhor resistência a quedas e à água.

A surpresa da Apple foi a redução do preço inicial do aparelho, de 699 dólares, abaixo da opção mais barata do iPhone XR, lançado há um ano, que custava 749 dólares, embora também tenha apresentado então modelos de ponta, como o iPhone XS (999 dólares).

Diferentemente do habitual, a empresa lembrou que seus modelos antigos ainda estão à venda a preços que variam de 449 dólares para o iPhone 8 a 599 dólares para o iPhone XR.

Os consumidores tendem a manter seus smartphones por mais tempo, e alguns esperam os modelos compatíveis com 5G, previstos para 2020 no caso da Apple e já disponíveis no da Samsung.