Serviço móvel da Telefônica/Vivo puxa alta de acessos

A Telefônica/Vivo registrou um aumento de 11,6% no número de acessos, entre os serviços móvel e fixo, no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, somando 91,9 milhões. Esse crescimento foi puxado pelos serviços móveis, com alta de 14,6% dos acessos, que atingiram 76,8 milhões; enquanto o segmento fixo apresentou uma retração de 1,6%, para 15,1 milhões de acessos.

A receita líquida do segmento móvel somou R$ 5,340 bilhões no terceiro trimestre, alta de 8,5% sobre o mesmo período do ano passado, impulsionada pela receita de voz e pelo consumo de dados e internet. A empresa cita, por outro lado, que a receita foi afetada por impactos regulatórios, sem os quais teria crescido 11,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo a empresa, a manutenção do crescimento das recargas de pré-pago e crescimento do pós-pago nos planos "Vivo Ilimitado" contribuíram para uma evolução positiva de 11,4% da receita de franquia e utilização no comparativo anual, que somaram R$ 2,717 bilhões. A receita de dados e serviços de valor adicionado cresceu 17,2%, para R$ 1,414 bilhão. Em razão da redução das tarifas de interconexão (VU-M), a receita por uso de rede recuou 6,1%, para R$ 936,3 milhões.

ARPU

A receita média por usuário (ARPU, em inglês) atingiu R$ 22,2 no terceiro trimestre, o que representa uma alta 1,1% sobre o segundo trimestre. Já sobre o mesmo período do ano passado houve uma queda de 7,1% do ARPU, em razão dos ajustes da VU-M e a maior proporção de clientes pré-pagos e controle. Excluindo o impacto regulatório da VU-M, o ARPU teria uma retração de 4,6% na comparação anual.

O tráfego total dos serviços móveis teve alta de 14,8% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado devido ao crescimento da base. As adições líquidas totalizaram 1,086 milhão no terceiro trimestre, ante 2,989 milhões do mesmo período do ano passado (-63,7%). A empresa informou que a comparação anual foi afetada pela adoção de critérios de desconexões mais seletivos a partir do segundo trimestre, com foco principal na rentabilidade.

Fixo

A receita líquida dos serviços fixos apresentou uma queda de 7,3% no terceiro trimestre, para R$ 3,122 bilhões. A receita de voz e acessos caiu 13,4%, para R$ 1,722 bilhão. Já as receitas por uso de rede cresceram 4,7%, para R$ 118,5 milhões, devido ao crescimento de tráfego entrante com terminação fixa no período. A receita de dados aumentou 1,2%, para R$ 887 milhões. A TV por assinatura teve queda de 18,6% no faturamento, para R$ 144,3 milhões.

Do total dos 15,1 milhões de acessos dos serviços fixos, os acessos residenciais recuaram no terceiro trimestre frente ao mesmo período do ano passado 5,8%, para 7,226 milhões, enquanto o corporativo subiu 4,5%, para 2,887 milhões. A banda larga fixa, por sua vez, registrou um incremento de 5,7%, para 3,754 milhões de acessos. Já a TV por assinatura apresentou retração de 10,6% nos acessos, para 619 mil.

Mesmo com a queda nos serviços fixos, a Telefônica/Vivo destacou no relatório que a receita apresentou uma desaceleração da retração frente aos trimestres anteriores. Isto em razão, principalmente, das novas promoções integradas (entre fixo e móvel), para incentivar adições líquidas das linhas fixas clássicas, além da performance no segmento corporativo.

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