Mercado abrirá em 2 h 9 min
  • BOVESPA

    106.858,87
    +1.789,18 (+1,70%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.605,56
    +8,27 (+0,02%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,13
    +1,64 (+2,36%)
     
  • OURO

    1.780,20
    +0,70 (+0,04%)
     
  • BTC-USD

    51.292,31
    +3.720,19 (+7,82%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.326,22
    +66,06 (+5,24%)
     
  • S&P500

    4.591,67
    +53,24 (+1,17%)
     
  • DOW JONES

    35.227,03
    +646,95 (+1,87%)
     
  • FTSE

    7.309,89
    +77,61 (+1,07%)
     
  • HANG SENG

    23.983,66
    +634,28 (+2,72%)
     
  • NIKKEI

    28.455,60
    +528,23 (+1,89%)
     
  • NASDAQ

    16.106,75
    +264,00 (+1,67%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4259
    +0,0023 (+0,04%)
     

'Serão tomadas todas as providências', diz Aras sobre relatório da CPI da Covid

·3 min de leitura
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 03.08.2021 - O procurador-geral da República, Augusto Aras, percorre gabinetes do Senado Federal, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 03.08.2021 - O procurador-geral da República, Augusto Aras, percorre gabinetes do Senado Federal, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou neste domingo (17), em entrevista ao Canal Livre, da Band, que não vai se omitir caso o relatório da CPI da Covid traga elementos contundentes relacionados ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

"Serão tomadas todas as providências", disse.

Aras foi questionado sobre a possibilidade de engavetar denúncia contra o presidente Bolsonaro, o que teria motivado os integrantes da CPI a criar uma estratégia para que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgue o caso sem a participação do procurador-geral.

"O problema é saber se estaremos omissos. Quem me conhece sabe que posso pecar por ação, não por omissão", disse. Segundo ele, ser discreto e "não fazer escândalo" não significa ser omisso.

Na entrevista, Aras detalhou a atuação de um grupo criado no Ministério Público para acompanhar a evolução da pandemia do ponto de vista jurídico, com a atuação de 150 promotores e procuradores.

"Temos um trabalho alentado, que foi entregue à CPI", afirmou. Segundo ele, esse grupo acompanhou diariamente a comissão. Ele definiu a apuração parlamentar como relevante e lembrou que casos como o da Prevent Sênior já são investigados pelo Ministério Público.

Relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) decidiu propor em seu texto final o indiciamento do presidente e de outros três ministros de seu governo: o titular da Saúde, Marcelo Queiroga, o atual ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, e o atual ministro da Defesa, Walter Braga Netto.

Como havia adiantado em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Renan vai sugerir o indiciamento de Bolsonaro por 11 crimes.

Neste domingo, no entanto, a CPI da Covid anunciou o adiamento da leitura e da votação do seu relatório final em meio às divergências entre senadores do grupo majoritário do colegiado.

A decisão foi tomada pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), após insatisfações sobre trechos do documento do relator e debates, entre outros pontos, sobre a inclusão de membros da família de Bolsonaro entre as propostas de indiciamento.

A leitura do relatório estava marcada para esta terça-feira (19). Aziz disse que ele será lido na quarta-feira (20), mas a votação do texto, que seria nesse dia, ficará apenas para a semana seguinte, no dia 26.

Na entrevista ao Canal Livre, Aras negou que seja candidato a uma vaga no STF, mas admitiu que esse tipo de conversa acontece com deputados e senadores.

"É comum trocarmos informações, experiências. Todavia, eu tenho dito e insistido: eu não me candidatei a ministro do Supremo", disse. Senadores contrários à indicação de André Mendonça são entusiastas da nomeação do procurador-geral para o Supremo.

“Quem quer ser ministro do Supremo não pode ser PGR e vice-versa. O cargo de procurador-geral da República é extremamente conflituoso”, afirmou. Segundo ele, o compromisso agora é cumprir o segundo biênio à frente da Procuradoria.

Apesar disso, ele admitiu que um eventual convite do presidente seria relevante "para qualquer operador da área do direito".

Aras evitou opinar sobre o conflito entre Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que teve o seu auge nas manifestações de raiz golpista do 7 de Setembro.

O procurador falou em retórica política e disse que isso é diferente do discurso jurídico.

"Esse [o discurso jurídico] deve voltar-se à submissão à norma. Uma coisa é a retórica política e outra é o discurso jurídico. Muitas vezes a mera retórica política foi criminalizada e eu sou contra a criminalização da política."

Ele admitiu, no entanto, que a retórica de Bolsonaro quase provocou uma crise entre os Poderes, mas afirmou que as instituições são sólidas no Brasil e que o Ministério Público agiu, antes do 7 de Setembro, com o objetivo de reduzir a possibilidade de confrontos.

Para Aras, tudo leva a crer que Moraes aceitou o pedido de desculpas do presidente. Ele vê um clima de pacificação entre os poderes.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos