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Sequência de supernovas pode ter criado enorme "bolha" formadora de estrelas

·3 min de leitura

As milhares de estrelas que formam a vizinhança da Via Láctea são o resultado de uma sequência de mais de dez explosões de supernovas ocorridas há 14 milhões de anos, que deram origem a uma grande bolha, responsável por formar todas as estrelas jovens e próximas de nós. A descoberta foi feita por astrônomos do Center for Astrophysics | Harvard & Smithsonian (CfA) e Space Telescope Science Institute (STScI).

Os autores investigaram uma grande bolha de superfície densa, que dá origem a milhares de “estrelas bebês” — e a Terra fica bem no meio desta estrutura. “Essa é realmente uma história de origem; pela primeira vez, podemos explicar como a formação de todas as estrelas próximas começou”, afirmou Catherine Zucker, coautora do estudo.

A chamada “Bolha Local” foi descoberta por astrônomos na década de 1970, que notaram que nenhuma estrela se formou nela por cerca de 14 milhões de anos. As únicas estrelas que estavam na bolha já existiam, antes mesmo de a estrutura surgir, ou se formaram fora dela, e a atravessaram. Isso sugeria, então, que explosões de supernovas teria liberado os materiais necessários para formar novas estrelas.

No novo estudo, os autores mapearam as regiões de formação estelar próxima da bolha. Embora a existência dela já fosse conhecida há décadas, só agora conseguiram ver e entender como ela se formou, além do impacto do gás que a cerca. Eles criaram também modelo tridimensional interativo, que revela todas as estrelas jovens e regiões de formação estelar a 500 anos-luz da Terra, presentes na Bolha Local.

O modelo foi produzido com base em novos dados e técnicas de data science e mostra como uma sequência de supernovas, que explodiram pela primeira vez há 14 milhões de anos, empurraram o gás interestelar. Foi assim que nasceu a estrutura em forma de bolha, com superfície perfeita para dar origem a novas estrelas. Hoje, já se sabe que a bolha abriga sete nuvens moleculares, consideradas regiões formadoras de estrelas.

O que se sabe sobre a bolha da Via Láctea

Os autores do estudo observaram que a bolha não está adormecida e que continua crescendo lentamente. “Ela está viajando a mais de 20 km/h” e perdeu a maior parte da sua potência, estando praticamente estável em termos de velocidade”, disse. A velocidade de expansão da bolha, junto das trajetórias passadas e atuais das estrelas jovens em sua superfície, foram derivadas dos dados obtidos pela missão Gaia, da Agência Espacial Europeia.

Representação da Bolha Local, com o Sol quase no meio dela (Imagem: Reprodução/Leah Hustak (STScI)
Representação da Bolha Local, com o Sol quase no meio dela (Imagem: Reprodução/Leah Hustak (STScI)

João Alves, coautor do estudo, explica que quando a primeira supernova que criou a Bolha Local explodiu, o Sol ainda estava distante de toda a ação. “Mas, há cerca de cinco milhões de anos, o caminho do Sol pela galáxia o trouxe bem para a bolha, e hoje ele fica, por sorte, quase no centro dela”, disse. Na prática, isso significa que temos praticamente um “lugar VIP” para observar os processos de formação estelar, ocorrendo na superfície da bolha.

Agora, a equipe planeja mapear novas bolhas interestelares para conseguir uma visualização tridimensional completa de suas localizações, formas e tamanhos. Ao analisar as bolhas e a relação que têm entre si, eles esperam entender o papel que as estrelas têm na formação de outras ao fim de suas vidas, junto dos efeitos na estrutura e evolução de galáxias parecidas com a Via Láctea.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature.

Fonte: Canaltech

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