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Sequência de recordes das commodities marca ano de forte demanda

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Quando os futuros do petróleo ultrapassaram US$ 70 o barril na terça-feira, foi apenas mais um marco em um ano de ganhos para as matérias-primas.

Os preços de commodities como cobre, minério de ferro e petróleo sobem com força em 2021 com a reabertura da economia global após as restrições da pandemia de coronavírus e forte demanda. O índice Bloomberg Commodity Spot, que acompanha uma ampla cesta de matérias-primas, acumula alta de 21% desde janeiro, no caminho para registrar o melhor ano desde 2016.

O cobre atingiu máxima histórica neste mês, ultrapassando US$ 10.000 a tonelada no processo. O minério de ferro também bateu recorde recentemente, com a maior demanda da China pela matéria-prima usada na produção de aço. Agora o petróleo entra em cena, com o tipo Brent superando US$ 70 o barril e os preços da gasolina no varejo acima de US$ 3 o galão nos Estados Unidos.

São os sinais mais recentes de uma economia global que começa a ver as forças inflacionárias em ação. O salto dos preços das matérias-primas destaca a gigantesca aposta de reflação que dominou os mercados globais este ano.

“Isso tem sido impulsionado por preocupações com a inflação e pela demanda”, disse Giovanni Staunovo, analista de commodities do UBS. “As commodities são ‘trades‘ de reabertura e reflação.”

Além das matérias-primas, há uma expansão mais ampla em andamento nos mercados de commodities. O governo da Argentina anunciou que vai limitar as exportações de carne bovina, um alimento básico no país, para tentar segurar a inflação galopante que se aproxima de 50% no índice anual. Trigo, milho e açúcar atingiram as maiores cotações dos últimos anos recentemente, enquanto o óleo de palma bateu recorde e o de soja é negociado perto de uma máxima histórica.

Recuperação econômica

O cobre tem sido um dos principais beneficiários da recuperação econômica e dos enormes programas globais de estímulo, mas investidores também estão animados com as perspectivas de longo prazo.

O metal é fundamental para quase todas as tecnologias e infraestrutura necessárias para descarbonizar a economia global, mas a oferta não consegue acompanhar o consumo. Poucos investimentos em minas e a falta de novos projetos levam a previsões de déficit do metal.

Há otimismo entre investidores de petróleo de que o mercado também continuará aquecido no verão do hemisfério norte. As restrições contínuas aos voos devem estimular ainda mais viagens de carro nas férias, o que pode ser uma vantagem para a demanda por combustíveis rodoviários. Ao mesmo tempo, companhias aéreas apostam que algumas regiões poderão abrir as fronteiras com o avanço da vacinação.

Como resultado, grandes bancos divulgaram uma série de previsões otimistas para o setor. O Goldman Sachs diz que um cenário Cachinhos Dourados começa a se formar com inflação mais acelerada, mas uma política monetária ainda frouxa. E a trading Trafigura vê o cobre em US$ 15.000 a tonelada na próxima década.

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©2021 Bloomberg L.P.

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