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Sensor de gás criado em parceria com a UNESP ajuda no combate à poluição

·2 minuto de leitura

Pesquisadores da Universidade de Surrey, na Inglaterra, em parceria com cientistas da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) de Araraquara desenvolveram sensores de gás feitos de estanho. Os dispositivos nanoestruturados podem ajudar no rastreamento de gases nocivos como o nitrogênio, que estão diretamente ligados às mudanças climáticas.

O objetivo do projeto é entender e melhorar o desempenho de materiais como o estanho e outros metais, permitindo o desenvolvimento de sensores de alta performance e de baixo consumo de energia com potencial para aplicação em ações de combate a agentes poluentes.

"Nossa equipe tem avaliado e desenvolvido sensores de gás para ajudar a lidar com a crise climática, que é a principal prioridade do nosso tempo. Faremos tudo o que pudermos para ajudar o mundo a reduzir essa quantidade de poluentes a níveis próximos de zero até 2050”, diz o chefe do Centro de Nanotecnologia da Universidade de Surrey, Ravi Silva.

Esquema de funcionamento dos sensores nanoestruturados (Imagem: Reprodução/University of Surrey)
Esquema de funcionamento dos sensores nanoestruturados (Imagem: Reprodução/University of Surrey)

Primeiros testes

Durante as pesquisas, a equipe construiu dois grupos de dispositivos com combinações diferentes de óxido de estanho. O primeiro continha uma única estrutura nanofabricada em um microscópio de feixe duplo; o segundo grupo possuía uma configuração parecida com um tapete, com mais ramificações presentes.

Com a análise desses dois grupos, os pesquisadores conseguiram estimar qual camada era responsável pela diminuição gradativa dos materiais. Assim, foi possível propor a criação de mecanismos de interação entre o nitrogênio e as superfícies estequiométricas resultantes da redução dos reagentes químicos.

Imagem ampliada do sensor nanoestruturado (Imagem: Reprodução/University of Surrey)
Imagem ampliada do sensor nanoestruturado (Imagem: Reprodução/University of Surrey)

Na prática

Segundo os pesquisadores, o maior desafio do projeto é a construção de um dispositivo "3 em 1" que permita medir ao mesmo tempo as propriedades de cada canal do sensor de forma individual, aumentando a precisão e a eficiência dos dados coletados.

Canais de detecção de nitrogênio (Imagem: Reprodução/University of Surrey)
Canais de detecção de nitrogênio (Imagem: Reprodução/University of Surrey)

Fora dos laboratórios, sensores de estanho seriam extremamente eficazes para detectar variações imperceptíveis nas mudanças dos gases nitrogenados, trazendo uma segurança ambiental muito maior ao permitir a tomada de providências mais diretas para combater a propagação dos poluentes.

“Esperamos que este estudo aumente a compreensão dos detectores de nitrogênio feitos à base de óxido de estanho. Isso certamente ajudará o mundo a rastrear e controlar os emissores de gases que poluem a atmosfera de forma mais efetiva e consistente”, completa o autor do projeto, o brasileiro Mateus Masteghin, que passou três meses na Universidade de Surrey sob a orientação do professor Ravi Silva.

Fonte: Canaltech

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