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Senai cria primeiro bife bioimpresso do Brasil

  • Carne é feita em laboratório a partir de células tronco extraídas de carne bovina;

  • Expectativa é que o produto do Senai chegue nos mercados em 2027;

  • Iniciativas desse gênero estão sendo desenvolvidas ao redor do mundo.

O Senai desenvolveu o primeiro projeto brasileiro de carne bioimpressa, uma carne alternativa que parece e tem a textura de carne, mas não é carne. O desenvolvimento científico foi realizado pelos laboratórios do Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos e Bebidas e Instituto Senai de Sistemas Avançados de Saúde.

Feita a partir de uma impressora 3D, a carne bioimpressa é criada a partir de células tronco extraídas da carne bovina. No laboratório, estas células recebem nutrientes e se multiplicam, atingindo uma estrutura morfológica similar à carne, chegando ao tamanho e à aparência de um bife

No entanto, o produto ainda conta com um grande obstáculo em sua aceitação por parte da sociedade: ela não tem gosto de carne. É aqui que o grande pulo do gato terá que ser dado para a disseminação desse tipo de alimento.

“As fazendas do futuro não terão somente pastos”, afirmou Josiane Dantas, coordenadora do mestrado em Gestão e Tecnologia Industrial do Senai Cimatec, ao site Portal da Indústria. “Elas serão formadas, também, por grandes tonéis de concentração e reprodução de células tronco”.

Ao redor do mundo diversas iniciativas já buscam como resolver esse problema. Se por um lado carnes feitas a partir de plantas, como a da Fazenda Futuro no Brasil ou a Impossible Food e a Beyond Meat nos Estados, já conseguem atingir um sabor similar ao da carne natural, as carnes de laboratório ainda encontram dificuldades nessa área.

Um dos principais motivos pelo desenvolvimento desse tipo de alimento é a questão ambiental. Atualmente a indústria agropecuária é responsável por cerca de 90% da perda da vegetação natural do Brasil, atraindo muitas críticas da sociedade civil, que busca mudar isso.

Os pesquisadores estimam que a carne bioimpressa do Senai possa chegar nos mercados a partir de 2027. Até lá ela terá que passar por diversas etapas regulatórias e de verificação sanitária. Hoje, somente Singapura comercializa esse tipo de item, mas em Israel e no Japão as empresas avançam no processo de regulação.