Senadores dos EUA correm para costurar um acordo

Líderes do Senado dos Estados Unidos prometem costurar um acordo neste final de semana para evitar o abismo fiscal. A proposta deve ser apresentada ao Senado na tarde do domingo (30), para ser votada na segunda-feira (1º de janeiro).

O abismo fiscal é manchete dos principais jornais dos EUA e assunto recorrente no noticiário da televisão neste sábado. Caso republicanos e democratas não cheguem a um acordo até o dia 31, um conjunto automático de corte de gastos públicos e alta de impostos entra em vigor na economia norte-americana a partir de 1º de janeiro.

As conversas entre senadores republicanos e democratas devem acontecer neste sábado e no domingo (30), principalmente por telefone e email, já que não estão previstos encontros no Capitólio, destaca a rede de televisão CNN. Mas reuniões privadas e sessões de última hora no Congresso também não são descartadas.

Nas últimas semanas, as negociações estavam sendo feitas diretamente pelo presidente Barack Obama com o republicano e presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner. Com o fracasso dessas conversas, Obama resolveu apelar para o Senado. O senador democrata Harry Reid, líder da maioria na casa, e o líder republicano Mitch McConnell são agora os dois principais negociadores.

Boehner sinalizou na sexta-feira (28) que a Câmara aprovaria o que os senadores decidirem. Por isso, ele não vai participar diretamente das conversas deste final de semana, embora Boehner vá ser informado do andamento das discussões, segundo a CNN.

Um dos pontos principais da conversa deste final de semana deve ser novamente o aumento de impostos para americanos mais ricos. Os democratas devem insistir no limite de US$ 250 mil por ano (quem ganhar acima vai pagar taxas maiores em 2013). A expectativa é de que os republicanos tentem elevar este limite para US$ 400 mil, menos do que o US$ 1 milhão inicialmente proposto por Boehner.

Na noite de sexta-feira (28), Barack Obama se encontrou durante uma hora com líderes do Congresso, incluindo Boehner e os senadores McConnell e Reid. A líder da minoria na Câmara, Nancy Pelosi, também participou. Após a reunião, Obama diz estar "moderadamente otimista" sobre a possibilidade de um acordo.

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