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Senado dos EUA aprova histórica lei de inovação para se contrapor à China

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (8) por ampla maioria um projeto de lei que prevê investimentos vultosos em ciência e tecnologia, apresentado como "histórico" para contrabalançar a ameaça econômica da China e seu modelo "autoritário".

O plano destina mais de 170 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento com o objetivo de incentivar empresas a produzirem semicondutores nos Estados Unidos.

A escassez mundial destes componentes, fabricados sobretudo na Ásia, afeta vários setores-chave, como a indústria automotiva e as comunicações, evidenciando a importância em poder produzi-los.

O texto foi aprovado por 68 votos a favor e 32 contra no Senado. Agora, terá que ser aprovado em caráter definitivo pela Câmara de Representantes, em uma data não fixada, e ser sancionado pelo presidente Joe Biden.

O presidente democrata comemorou a aprovação do projeto de lei, afirmando em um comunicado que os Estados Unidos estão mergulhados "em uma competição para vencer o século XXI".

"Enquanto outros países continuam investindo em sua própria pesquisa e desenvolvimento, nós não podemos ficar para trás. Os Estados Unidos mantêm sua posição como a nação mais inovadora e produtiva do mundo", declarou Biden.

A China, em guerra econômica com os Estados Unidos desde o mandato de Donald Trump, é um dos poucos temas nos quais Biden está de acordo com seu antecessor republicano e que conta com amplo consenso no Congresso.

"O projeto de lei entrará para a história como uma das coisas mais importantes que esta Câmara fez em muito tempo, uma declaração de fé na capacidade dos Estados Unidos em aproveitar as oportunidades do século XXI", disse o líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, no plenário do Senado antes da votação.

"Quem vencer a corrida das tecnologias do futuro será o líder econômico mundial, com profundas consequências também para a política externa e a segurança nacional", acrescentou.

O líder da minoria republicana na Casa, Mitch McConnell, lamentou que o plano tenha deixado de fora algumas medidas, mas acabou votando a favor.

"Das cadeias de abastecimento críticas à propriedade intelectual e a contrainteligência, aborda questões-chave que ajudarão a definir nossos fundamentos estratégicos nas próximas décadas", assegurou.

O investimento proposto "oferece uma oportunidade para que os Estados Unidos deem um golpe, para que respondam à concorrência desleal que vemos por parte do Partido Comunista Chinês", disse o republicano Roger Wicker, número dois da comissão de Comércio, onde o texto foi negociado.

- US$ 50 bi para semicondutores -

Washington acusa com frequência Pequim de espionagem industrial e de ameaçar sua segurança nacional.

O projeto de lei prevê destinar 52 bilhões de dólares a um plano para aumentar a fabricação nacional destes componentes.

Em sua apresentação, os congressistas tinham destacado que o Partido Comunista Chinês estava investindo "consideravelmente com mais de 150 bilhões" nestas tecnologias.

O projeto americano também autoriza 120 bilhões de dólares em financiamento para uma agência governamental, a Fundação Nacional da Ciência, a fim de pesquisar áreas-chave como a inteligência artificial e a ciência quântica.

Também inclui a dotação de 1,5 bilhão de dólares para o desenvolvimento da rede 5G, um dos principais focos de tensão entre a China e os Estados Unidos.

O governo Biden leva meses procurando formas de impulsionar a produção nacional de uma série de componentes industriais, como chips, para reduzir sua dependência de fornecedores estrangeiros.

O presidente americano emitiu uma ordem executiva em fevereiro na qual pedia às agências federais que estudassem o tema no prazo de cem dias.

Nesta terça, o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, elogiou o trabalho do Congresso com Pequim, inclusive o plano de ação industrial, para "fortalecer os Estados Unidos".

Os "investimentos em nossa tecnologia, os investimentos em nossos trabalhadores, os investimentos em inovação, pesquisa e desenvolvimento, todas essas coisas juntas são a forma como enfrentamos a China de uma posição de força".

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