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Senado aprova projeto que concede atendimento prioritário a doadores de sangue

Melissa Duarte
·1 minuto de leitura

BRASÍLIA — Com o objetivo de fomentar a doação de sangue, em queda durante a pandemia da Covid-19, o Senado aprovou nesta quinta-feira projeto de lei que dá prioridade a doadores em locais como instituições financeiras e repartições públicas. Agora, a proposta do senador Irajá (PSD-TO) segue para votação na Câmara dos Deputados.

Para ter direito ao benefício, os doadores deverão apresentar documento que comprove a doação. A validade é de 120 dias, intervalo mínimo para doação. O atendimento preferencial a eles seria dado depois de idosos, grávidas, lactantes, pessoas com deficiência e com crianças de colo.

“É preciso que tenhamos sempre em mente as frequentes chamadas de nossos hemocentros em busca de doadores, que ocorrem sempre que os estoques – de forma geral ou em relação a tipos sanguíneos específicos – caem em níveis insuficientes para atender à demanda dos serviços de saúde. Há que ressaltar que a atual situação de emergência em saúde agravou ainda mais a falta de estoques, tendo em vista que, em decorrência do distanciamento social, muitos doadores frequentes ficaram impedidos de ir aos hemocentros para fazer sua doação regular”, escreveu o relator Omar Aziz (PSD-AM).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal é que 3% da população de um país doe sangue regularmente. Dados do Ministério da Saúde mostram a taxa nacional é de 1,6%. Com a pandemia da Covid-19, o risco de contágio e o isolamento social, o país registrou queda de 20% nas doações.

Estoques chegaram a níveis críticos em diversas localidades, mas não houve desabastecimento. A doação de sangue auxilia no tratamento de anemias, câncer, cirurgias e hemorragias, entre outras doenças.