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Sem ser direto, França cita saúde de Covas e chama prefeito de ‘fragilizado’

·2 minuto de leitura
João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), durante debate das   promovido pela TV Globo. Foto:Paulo Lopes/Futura Press
França disse que há "sombra" atrás de Covas governando, em referência a João Doria (Foto:Paulo Lopes/Futura Press)

Durante um debate entre candidatos à prefeitura de São Paulo, o candidato do PSB, Márcio França, atacou o prefeito Bruno Covas (PSDB-SP). Sem falar diretamente do câncer do prefeito, ele usou a saúde do tucano para chamar Covas de “fragilizado”.

“Eu já fui prefeito, fui reeleito com 93% dos votos, já fui governador, tenho experiência, uma longa carreira. Tenho certeza que a cidade pode mais. São Paulo tem que voltar a liderar o Brasil, conduzir”, disse. “Essa ideia de ter um prefeito mais frágil, fragilizado, com uma sombra atrás governando junto.”

Ao falar “frágil” e “fragilizado”, França fez um gesto se encolhendo. A referência a “sombra” diz respeito a João Doria (PSDB), governador de São Paulo, de quem Covas herdou a prefeitura.

Bruno Covas foi diagnosticado com câncer de cárdia em outubro de 2019. Desde então, iniciou um tratamento e manteve o posto na prefeitura de São Paulo. Em 28 de outubro, segundo o Valor, o oncologista Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, que acompanha Covas, afirmou que o prefeito está “perfeitamente saudável”. A cada três semanas, o prefeito realiza novas avaliações clínicas.

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Não é a primeira vez que França faz menção ao que chama de “fragilidade” de Covas, sem citar diretamente a doença. Em sabatina do UOL e do jornal Folha de S. Paulo, ele disse: "Esse sentimento de convocação [a ser candidato] foi porque eu tenho absoluta certeza de que, se eu não for eleito, vai ser o Bruno [Covas], que está numa fragilidade especial nesse momento por diversos motivos. Mas em especial porque ele é refém de um grupo de vereadores, com 40 e tantos vereadores, que tomaram conta da prefeitura e ele apenas deixa rolar. Ainda tem o Doria para se meter, achando que já é candidato à Presidência da República".

A fala foi feita durante as declarações finais e, assim, Covas não teve direito de resposta. Participaram do debate, além de França e Covas, Guilherme Boulos (PSOL), Jilmar Tatto (PT), Joice Hasselmann (PSL) e Arthur do Val (Patriota).