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Sem ruídos na política, Ibovespa se aproxima dos 100 mil pontos

Lucas Hirata
·4 minutos de leitura

Bolsa fechou em alta de 0,84%, aos 99.334 pontos, bem perto da máxima do dia, de 99.571 pontos Depois de um período de grande preocupação com os rumos das contas públicas, o mercado de ações aproveita a trégua na política para recompor parte do terreno perdido nas últimas semanas. Sem descuidar da cautela, o Ibovespa caminha gradualmente de volta para a marca psicológica de 100 mil pontos, em um movimento que se beneficia de sinais favoráveis da atividade econômica e uma visão positiva sobre os resultados das empresas. Na ausência de novos ruídos em Brasília, o Ibovespa fechou em alta de 0,84%, aos 99.334 pontos, bem perto da máxima do dia, de 99.571 pontos. Com esse resultado, o índice só precisaria subir mais 0,67% para retomar a marca de 100 mil pontos, que não é batida desde 17 de setembro, quando a bolsa encerrou em 100.097 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 20,5 bilhões, em linha com a média diária no ano. Desta vez, os principais destaques na sessão vieram de casos específicos, a exemplo da valorização de 9,2% nas ações ordinárias da JBS. A empresa comunicou que zerou as pendências jurídicas com autoridades americanas em uma série de acordos que vão desde questões de concorrência de sua subsidiária, a Pilgrim’s Pride, até fatores relacionados a delação premiada de seus controladores, os irmãos Joesley e Wesley Batista. De acordo com analistas, os acordos ajudam a tirar da frente problemas relevantes que vinham pesando nas perspectivas da companhia e possibilitam a listagem de ações da Seara e do grupo em uma bolsa nos EUA. Hoje, as ações de maior peso no Ibovespa tiveram resultados mais mistos. No segmento bancário, Banco do Brasil ON avançou 0,64%, enquanto Bradesco ON (0,21%) e Bradesco PN (0,10%) subiram. Já Itaú Unibanco PN caiu 0,29% e Santander units ganhou 1,23%. As ações ON da Petrobras caíram 0,60% e as PN recuaram 0,76% a despeito da alta do petróleo. De forma mais geral, gestores e analistas veem um clima menos tenso nos negócios e agora passam a avaliar outros fatores que haviam sido ofuscados pela turbulência política. O estresse “político assustou o mercado e o Ibovespa caiu para 93 mil enquanto o S&P 500 estava nas máximas"."Foi, mais uma vez, o Brasil perdendo oportunidades. Mas agora está caindo a ficha de que o período pós-eleição não será o pandemônio com o fim da disciplina fiscal, como se chegou a pensar. Não será mil maravilhas, mas também não será tão ruim quanto se temeu”, afirma Rodrigo Galindo, gestor da Novus Capital. De fato, o Ibovespa caminha para um mês de recuperação, depois de ficar bem para trás de bolsas globais em períodos anteriores. Até o momento, o índice acumula uma alta de 5% em outubro, após as perdas de quase 5% em setembro e de 3,44% em agosto. “Olhando a bolsa como um todo, o próprio índice é interessante. Bancos estão bem descontados e foram bem conservadores com provisão. Não acredito que vão mostrar grandes resultados no meio da pandemia, mas podem começar a ver uma mudança de humor no mercado”, afirma Galindo. Além disso, a reabertura em diversos locais do mundo favorece as ações de commodities, o que também deve contribuir para ações de grande peso no Ibovespa, como Vale e Petrobras. “Para o próprio índice, estamos animados. Vemos ‘upside’ para o índice. O mercado pode ir para 110 mil pontos ou 112 mil pontos ainda este ano. É um bom preço-alvo para 2020”, acrescenta. A equipe de análise da Safra Corretora, por exemplo, segue com a projeção de 112 mil pontos para o Ibovespa no fim do ano. Esse cenário está condicionado tanto aos novos desdobramentos relacionados ao controle da pandemia quanto ao respeito ao teto de gastos e, consequentemente, da sustentabilidade das contas públicas. Em uma visão de médio prazo, também espera-se uma retomada. “Neste sentido, a perspectiva é de retomada dos lucros nos próximos anos. O time de análise da Safra Corretora lembra que o lucro por ação das empresas que compõem o Ibovespa foi de R$ 7.045 no ano passado e deve recuar para R$ 4.864 neste ano por conta dos efeitos da pandemia, mas, a partir do próximo ano, o indicador deve retomar o crescimento, com um lucro por ação de R$ 7.510 em 2021. Para 2022, o consenso de mercado da Bloomberg projeta um lucro por ação do Ibovespa de R$ 9.680”, dizem. Pixabay