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Sem rei Juan Carlos I, Espanha lembra 40 anos do frustrado golpe de 1981

Mathieu GORSE
·2 minuto de leitura
(Arquivo) Congresso dos Deputados em sessão parlamentar em 23 de julho de 2019, em Madri

A Espanha relembra, nesta terça-feira (23), o 40º aniversário do frustrado golpe de Estado de 23 de fevereiro de 1981, um evento que cimentou sua democracia, com a notória ausência de um de seus protagonistas, rei Juan Carlos I, exilado em Abu Dhabi.

Com um discurso transmitido pela televisão de madrugada, com o uniforme de comandante das Forças Armadas, o então jovem monarca chamou à ordem os militares sublevados e se confirmou como um baluarte da incipiente democracia espanhola.

"Sua firmeza e sua autoridade foram determinantes para a defesa e o triunfo da democracia", reconheceu seu filho e herdeiro, rei Felipe VI, durante um ato no Congresso dos Deputados, tomado pelos amotinados 40 anos atrás.

A cúpula do governo prestigiou a cerimônia. Nela estiveram o chefe de governo, o socialista Pedro Sánchez, as presidentes das Câmaras da Casa, lideranças da oposição e membros do Poder Judiciário.

Faltou, no entanto, um de seus grandes protagonistas: Juan Carlos I, o rei que aabdicou ao trono em 2014 e vive exilado, desde agosto, nos Emirados Árabes, após as crescentes suspeitas sobre a origem pouco transparente de sua fortuna.

O ex-chefe de Estado, que meses atrás pagou quase 680.000 euros (US$ 825.000) ao fisco para evitar uma processo por lavagem de dinheiro, é alvo de até três investigações judiciais e perdeu a simpatia dos espanhóis conquistada durante a transição.

Encontra-se, inclusive afastado de seu filho que, para proteger a Coroa de seus escândalos, renunciou à herança do pai e retirou-o da dotação orçamentária da Casa Real.

- Consagração de Juan Carlos -

Embora quatro décadas tenham-se passado, continua viva na memória coletiva dos espanhóis a imagem do tenente-coronel da Guarda Civil Antonio Tejero, tomando o Congresso de assalto, com pistola em punho.

Neste momento, passados seis anos da morte do ditador Francisco Franco, a Espanha transitava rumo à democracia, curso que um grupo de militares queria deter.

Do palácio de la Zarzuela, o rei Juan Carlos, então com apenas 43 anos, ligou, um por um, para os capitães-generais que dirigem as diferentes regiões do país para que respeitassem a legalidade democrática.

Já de madrugada, o rei fez um pronunciamento na televisão em apoio à democracia, vestido de capitão-general das Forças Armadas.

"A Coroa, símbolo da permanência e unidade da pátria, não pode tolerar de forma alguma ações, ou atitudes, de pessoas que pretendam interromper pela força o processo democrático", declarou.

Tejero e seus homens aceitaram, enfim, entregar-se em 24 de fevereiro ao meio-dia, libertando os deputados e ministros mantidos presos por 18 horas.

Com esse discurso, "o rei Juan Carlos I assumiu sua responsabilidade e seu compromisso com a Constituição" aprovada em 1978, afirmou seu filho, o rei Felipe VI.

mg/dbh/mb/tt