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Sem escola, crianças aumentaram o tempo na televisão e videogame durante a pandemia, diz pesquisa do Datafolha

·3 minuto de leitura

RIO - Pesquisa Datafolha, encomendada pela Fundação Lemann e Instituto Natura, aponta que quase metade (43%) das famílias entrevistadas afirmam que seus filhos aumentaram o tempo de uso de TV, enquanto um terço (37%) jogou mais videogame do que costumava.

Já o tempo diário caiu, nas aulas remotas, para 2h53, em média. Antes da crise sanitária, as escolas funcionavam com no mínimo cinco horas de classes por dia.

— Com isso, a gente perde qualidade de experiências educativas. Não é que a TV e o videogame sejam por si só ruins. Mas só os dois empobrecem muito a formação que essas crianças estão tendo. Eles não oferecem o que o professor, a troca com os amigos e o planejamento pedagógico oferecem — afirma Daniela Caldeirinha, diretora de projetos da Fundação Lemann.

A pesquisa foi realizada com pais e responsáveis de alunos do ensino fundamental I e II, do Médio, de zonas urbanas e rurais apenas de escolas públicas, municipais e estaduais. Foram ouvidos 1315 responsáveis, representando 2151 crianças e adolescentes entre 4 e 18 anos matriculados na rede pública ou fora da escola.

O fechamento das escolas também afetou diretamente a saúde mental e o comportamento das crianças. De acordo com o estudo, a maioria das crianças e adolescentes ganhou peso durante a pandemia; 44% ficaram mais tristes; 38% ficaram com mais medo; 34% perderam o interesse pela escola.

“É possível notar que as meninas sofreram mais com a pandemia: ganharam mais peso, dormem mais, ficaram mais tristes, mais quietas, mais nervosas e com mais medo que os meninos. O único quesito que os meninos superam as meninas é na perda de interesse pela escola”, diz o estudo.

O levantamento também aponta que 34% das famílias afirmaram que a quantidade de comida para sua família foi menor que o suficiente. Esse percentual salta para 48% das famílias com até dois salários mínimos.

Além disso, a pesquisa também descobriu que, no Nordeste, metade (46%) das famílias entrevistadas tiveram menos comida para a família do que precisavam. O índice é o mesmo entre as famílias pretas do Brasil. Já na região Sul, cai para apenas 18%. E, entre brancos, para 28%.

Mais de um ano após a adoção do ensino remoto, ainda há pelo menos 677 redes municipais de educação que não garantem a alimentação escolar de seus estudantes. Isso significa que seus 2,7 milhões de alunos perderam as refeições que faziam na escola e não estão recebendo esses mantimentos em casa, segundo dados do Painel de Monitoramento da Educação Básica no Contexto da Pandemia, da Universidade Federal de Goiás (UFG) com apoio do MEC.

Com níveis alarmantes de infecção e mortes diárias, além da demora na vacinação, o Brasil foi um dos países que teve escolas fechadas por mais tempo. Em 2020, foram 279 dias, em média, de suspensão de aulas presenciais durante o ano letivo.

Em 2021, a volta presencial massiva só deve acontecer em agosto, com a maior parte das escolas públicas no sistema híbrido — em que parte das aulas são ministradas presencialmente e outra à distância.

No entanto, a decisão de reabertura de escolas ainda sofre resistência de setores das famílias e dos profissionais da educação, que — na maior parte da categoria — só será plenamente imunizada com duas doses em setembro.

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