Mercado fechará em 46 mins
  • BOVESPA

    98.538,47
    -1.083,11 (-1,09%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.838,23
    -223,38 (-0,46%)
     
  • PETROLEO CRU

    105,71
    -4,07 (-3,71%)
     
  • OURO

    1.806,90
    -10,60 (-0,58%)
     
  • BTC-USD

    18.953,80
    -1.125,03 (-5,60%)
     
  • CMC Crypto 200

    406,31
    -25,16 (-5,83%)
     
  • S&P500

    3.772,55
    -46,28 (-1,21%)
     
  • DOW JONES

    30.662,16
    -367,15 (-1,18%)
     
  • FTSE

    7.169,28
    -143,04 (-1,96%)
     
  • HANG SENG

    21.859,79
    -137,10 (-0,62%)
     
  • NIKKEI

    26.393,04
    -411,56 (-1,54%)
     
  • NASDAQ

    11.544,75
    -146,25 (-1,25%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4772
    +0,0666 (+1,23%)
     

Sem dinheiro? Rio se rende ao Pix para pequenos gastos

Caiu no gosto e no bolso do povo. Valendo desde novembro de 2020, o Pix já é presença constante no pagamento dos mais diferentes tipos de produtos e serviços, mas tem ganhado cada vez mais espaço no comércio informal. Do mate na praia ao amendoim no sinal, o método instantâneo de pagamento já é queridinho dos consumidores e representa fatia importante das vendas.

Viu?

A modalidade tem batido recordes frequentes no número de transações diárias. O último foi no dia 6, quando 73,2 milhões de pagamentos e transferências foram feitas via Pix, 9,7 milhões a mais do que a marca registrada em 7 de abril, segundo o Banco Central.

Com os dois galões de mate e limonada, o vendedor Matheus Alex Ferreira, de 22 anos, faz de R$ 200 a R$ 1 mil por dia nas praias da cidade, a depender da previsão do tempo. Pelos cálculos dele, 70% das vendas saem via Pix. A procura é tanta que, para facilitar, a chave-Pix vem estampada na camisa com filtro de proteção solar que ele usa durante o trabalho.

– As pessoas sem dúvida passaram a comprar mais com a possibilidade do Pix.

Paulo Cesar da Silva, de 44 anos, já é presença conhecida para quem encara diariamente o engarrafamento no Viaduto San Tiago Dantas, em Botafogo, no acesso ao Túnel Santa Bárbara. Três banners do vendedor ambulante ficam instalados nas árvores às margens da via, a cerca de 200 metros do ponto em que Paulo fica, o que serve para que os motoristas se preparem para comprar o amendoim com bacon com alguma antecedência. Há alguns meses, o painel ganhou mais um detalhe: o recado “Aceito Pix”, acompanhado do telefone do vendedor.

Segundo ele, dos cerca de R$ 800 de faturamento diário, R$ 200 vem via Pix. E além da estratégia, as vendas também requerem atenção. Paulo fica todo o tempo atento ao aplicativo do banco instalado no celular. Isso porque os clientes, que veem os painéis antes, já adiantam o Pix, e quando o dinheiro cai na conta, Paulo grita, o cliente parado no trânsito avisa que pagou e o amendoim é entregue:

– É muito mais rápido assim. Também dou um cartão meu que tem os dados, aí o pessoal já guarda para as próximas vezes – conta.

E mais:

Ao redor do Maracanã, entre a corrida ou pedalada, alguns moradores garantem água de coco geladinha ao longo do dia, e nas barracas do “Tio” Mário Ramos, de 65 anos, a maior parte também sai via Pix:

– É mais fácil para mim, que não pago taxa de máquina, e para os clientes. Muitos saem para se exercitar, e desse jeito não precisam andar com carteira – diz.

Já para os turistas que visitam o Pão de Açúcar, na Zona Sul, o Pix também facilitou as vendas de lembrancinhas da cidade. É o que avalia o vendedor ambulante Luiz Antônio Fernandes, 59, dono de uma barraquinha de souvenirs na Urca. Segundo ele, alguns cartões internacionais usados por estrangeiros, por exemplo, levam até 30 dias para repassar os valores das vendas, e para antecipar, a taxa não vale a pena. Uma dor de cabeça a menos com o pagamento instantâneo.

Leia mais:

– Cada dia que passa é mais significativo. Hoje, é pelo menos 30% das vendas, mas é mais com os turistas jovens e brasileiros. E alguns latinos também. O pessoal mais velho ainda prefere pagar no cartão e no dinheiro.

Por outro lado, enquanto o modelo pioneiro faz sucesso, o Pix Saque e o Pix Troco não emplacaram. A modalidade, que permite que consumidores obtenham dinheiro em espécie em estabelecimentos comerciais, em vez de procurar um caixa eletrônico, foi lançada em novembro do ano passado, mas no Rio, o serviço ainda é raro.

Pelo mapa desenvolvido pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), em todo o estado são 832 locais onde os serviços são oferecidos, e 828 deles são agências lotéricas, incluindo todos os 387 locais na cidade do Rio.

Saiba mais:

Em todo o país, as modalidades ainda engatinham. Em quatro meses, entre dezembro e março, foram pouco mais de 290 mil operações, somando R$ 41,2 milhões. Segundo dados do Banco Central, só em março foram R$ 17,5 milhões em transações, apenas pouco mais de R$ 4 millhões a mais do que o registrado em fevereiro, mas 37 vezes a mais do que a marca do primeiro mês de operações.

O mapa da associação foi lançado no fim de março, e, inicialmente, não mostrava locais oferecendo Pix Saque e Pix Troco no Rio, mas o sistema foi atualizado. Na análise da entidade, o problema não é exclusividade do Rio:

Leia também:

– Muitas regiões ainda sofrem com pouca disponibilidade do serviço. Onde tem, é porque algum agente local que está ofertando e fazendo divulgação promocional. Na Região Sul, já está bem consolidado. O Banco Central disponibilizou a funcionalidade, mas não divulgou as vantagens aos comerciantes de maneira suficiente. O que temos hoje é uma presença forte da Caixa, mas não adianta ter a capilaridade estatal, se o mercado não acompanha – afirma Diego Perez, presidente da entidade.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos