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Sem consenso sobre alta de 0,50 p.p. ou 0,75 p.p. do juro em setembro, indicam autoridades do Fed

Fachada do prédio do Federal Reserve em Washington

Por Howard Schneider

JACKSON, Wyo. (Reuters) - Autoridades do Federal Reserve não se comprometeram nesta quinta-feira com o tamanho da alta da taxa de juros que aprovarão em sua reunião de 20 e 21 de setembro, mas continuaram martelando o ponto de que elevarão e manterão elevados os custos dos empréstimos até que a inflação definitivamente caia.

Esses juros mais altos podem levar a um aumento no desemprego e já estão começando a reduzir os gastos das famílias e das empresas, disse a presidente do Federal Reserve de Kansas City, Esther George, à CNBC, acrescentando que o banco central não vai se afastar de uma política monetária mais rígida.

George disse ainda ser "muito cedo para dizer" se um aumento de 0,50 ou de 0,75 ponto percentual seria mais apropriado na reunião de setembro.

No entanto, disse ela, "nossa obrigação é bastante clara, trazer a inflação de volta à nossa meta" elevando as taxas de juros o suficiente para corrigir o que chamou de "desequilíbrio fundamental" entre a demanda por bens e serviços e a capacidade da economia de produzi-los ou importá-los.

Em entrevista à Bloomberg, ela disse que a meta de juros pode precisar superar 4% para que se tenha o impacto desejado e que a taxa pode precisar permanecer alta por algum tempo.

"Acho que teremos que segurar --pode ser mais de 4%. Não acho que isso esteja fora de questão... Você não saberá disso, acho, até começar a observar os sinais dos dados."

O presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, deu uma mensagem semelhante em comentários à CNBC, embora parecesse ver as taxas de juros fazendo pico num patamar um pouco abaixo do que o sugerido por George.

"Gostaria de ver chegar a, digamos, acima de 3,4% --essa foi a última mediana do SEP (Sumário de Projeções Econômicas)-- e talvez ficar estável por um tempo", disse Harker. "Eu não estou no campo... de aumentar os juros e depois cortar."

Quanto à decisão do próximo mês, ele disse que precisará ver o que mostra o próximo dado de inflação. "Se é 50 ou 75 (pontos-base), não posso dizer agora", disse Harker, acrescentando que, considerando que historicamente aumentos de 0,25 ponto percentuais têm sido a norma, mesmo uma alta de 0,50 ponto é um movimento "substancial".

O Fed elevou os juros em cada uma de suas reuniões desde março, com a taxa dos fundos federais --uma taxa cobrada entre bancos e outras instituições financeiras-- atualmente entre 2,25% e 2,5%. Os dois últimos aumentos foram de 0,75 ponto percentual, e as autoridades do Fed devem agora decidir se devem manter esse ritmo ou reduzi-lo.

As entrevistas com George foram transmitidas antes do início, na noite desta quinta-feira, do simpósio anual de pesquisa do Fed de Kansas City, realizado como evento presencial pela primeira vez desde 2019.

O chair do Fed, Jerome Powell, discursa na conferência na sexta-feira, em comentários que devem resumir onde ele sente que o banco central está em sua luta para controlar a pior inflação em 40 anos.

Ele terá de gerir expectativas de longo prazo sobre o quão alto o Fed acha que as taxas podem precisar subir, quanto tempo terão que ficar mais elevadas e como o banco central pode reagir se a economia enfraquecer mais do que o esperado.

Mas também há foco de curto prazo no que o Fed fará quando se reunir em pouco menos de quatro semanas.

Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, disse que "neste momento, eu jogaria uma moeda" para decidir entre um aumento de 0,50 ponto percentual versus um de 0,75 ponto.

O Fed recebe mais dois importantes dados de inflação e novos indicadores de emprego antes da reunião de setembro, incluindo a leitura do índice de preços de gastos de consumo pessoal (PCE), nesta sexta-feira, e o relatório de empregos de agosto, uma semana depois. Uma atualização sobre o PIB do segundo trimestre mostrou que a economia retraiu menos do que se pensava inicialmente de abril a junho.

Se os números permanecerem fortes, "então isso pode justificar... outro movimento de 75 pontos-base", disse Bostic. Ele acrescentou que estaria "resoluto" em manter as taxas altas e "resistiria à tentação" de cortá-las até que a inflação estivesse "a caminho" da meta de 2% do Fed.

O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, em entrevista à CNBC, disse que as taxas de juros ainda não estão altas o suficiente para reduzir a inflação e repetiu sua preferência por aumentos "antecipados" que levem os custos dos empréstimos à faixa entre 3,75% e 4%.