Mercado fechado

Sem comida e gasolina: os efeitos dos três dias de paralisação dos caminhoneiros

(Raniery Soares/Futura Press)

O protesto de caminhoneiros autônomos de todo o país contra a alta nos preços dos combustíveis, que já dura três dias, traz uma série de problemas a diversos setores do comércio. Em postos do Rio de Janeiro já falta combustível, já que diversos caminhões-tanque estão parados, sem conseguir a chegar aos postos de gasolina. Em São Paulo, cidades do Vale do Paraíba e no Paraná também falta etanol e gasolina.

A paralisação nas rodovias nesta quarta-feira, 23, fez com que os Correios suspendessem as entregas de encomendas com dia e hora marcados, como o Sedex 10. As cartas também devem demorar mais a chegar.

Alimentos

Podem faltar também frutas e verduras em mercados de todo o país. Em São Paulo, a Ceagesp declarou que a quantidade de mamão, melão, batata, manga e melancia está menor do que o normal, já que caminhões com as frutas estão parados. Os supermercados também registram a falta de frutas, legumes e verduras, além de carnes e embutidos. No Rio de Janeiro, a falta de alimentos fez com que o preço de alimentos subisse bastante: a batata, por exemplo, quadruplicou nos últimos dias. Em Curitiba, no Paraná, algumas feiras de rua não acontecerão devido a falta de alimentos.

Carnes

A Associação Brasileira de Proteína Animal afirmou que o processamento de carnes de frango e suína foi paralisado em 78 unidades, já que os animais não chegam às fábricas e é impossível levar o produto ao consumidor.

(Raniery Soares/Futura Press)

Aeroportos

A concessionária que administra o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, anunciou uma economia de combustível para conter possíveis problemas, mas indica que a segurança não será comprometida.

Transporte público

Empresas de transporte coletivo de São Paulo e do Rio de Janeiro informam que pode faltar combustível nos próximos dias. Em Curitiba, o transporte coletivo será completamente paralisado, caso não haja combustível, enquanto em Recife houve redução no número de ônibus públicos disponíveis.