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Sem citar questão racial, Damares se posiciona contra assassinato de homem negro no Carrefour: 'Todas vidas importam'

João de Mari
·3 minuto de leitura
ARCHIVO - En esta foto de archivo del 6 de diciembre de 2018 difundida por Agencia Brasil, Damares Alves habla con la prensa en Brasilia. Alves, pastora evangélica y titular del Ministerio de la Familia y los Derechos Humanos de Brasil, anunció el lunes 3 de febrero de 2020 una campaña para prevenir el embarazo adolescente, aunque críticos dicen que es una iniciativa con la que avanza una agenda conservadora del actual gobierno. (Valter Campanato/Agencia Brasil vía AP, Archivo)
Atlas da Violência 2020, que analisa as mortes por causas violentas no Brasil, aponta que 43.890 pessoas negras foram vítimas de homicídio em 2018, o que corresponde à 75,7% do total de 57.956 assassinatos registrados no ano (Foto: Valter Campanato/Agencia Brasil)

Uma das poucas figuras do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que se posicionou diante do assassinato de João Alberto Silveira Freitas, homem negro espancado até a morte por dois seguranças brancos de uma unidade do Carrefour em Porto Alegre (RS), a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Damares Alves, afirmou nesta sexta-feira (20) que se “solidariza com a família”.

“A vida de mais um brasileiro foi brutalmente ceifada no estacionamento de um supermercado, no Rio Grande do Sul. As imagens são chocantes e nos causaram indignação e revolta”, escreveu Damares. “Me solidarizo com a família e coloco o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos à disposição para prestar toda assistência necessária. Sintam-se abraçados por nós”.

No entanto, a ministra não citou que a vítima era um homem negro e os suspeitos de assassinato são brancos. Pelo contrário, Damares ainda republicou um post de uma usuária do Twitter onde dizia que “Todas as vidas importam”, uma alusão ao movimento em oposição ao “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam), o “All Lives Mater” (Todas as Vidas Importam).

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O movimento Vidas Negras Importam, que existe há anos dentro dos movimentos negros, voltou a ter visibilidade após o brutal assassinato de George Floyd, por um policial branco, nos Estados Unidos, este ano. Além da explosão de manifestações antirracistas nos EUA e também no Brasil, as hashtags #BlackLivesMatter e #VidasNegrasImportam foram disseminadas em diversas mídias sociais.

Uma das bandeiras do movimento é a de que pessoas negras são as que mais sofrem com a violência e o racismo, seja do estado ou, como neste caso, de uma empresa privada.

De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 8 a cada 10 pessoas mortas em ações policiais são negras. O Atlas da Violência 2020, que analisa as mortes por causas violentas no Brasil, aponta que 43.890 pessoas negras foram vítimas de homicídio em 2018, o que corresponde à 75,7% do total de 57.956 assassinatos registrados no ano.

Já a ação contrária, o Todas Vidas Importam surgiu a partir de um incomodo com a visibilidade do Vidas Negras Importam. Enquanto pessoas consideradas “de esquerda” e antirracistas usavam o “Vidas Negras Importam”, o espectro à direita passou a utilizar o “Todas Vidas Importam”.

Na publicação do Twitter, Damares ainda elogiou a polícia gaúcha pela prisão dos suspeitos de matarem o homem. “Aproveito para parabenizar a polícia gaúcha pela rápida resposta e prisão dos responsáveis”, disse.

De acordo com a Polícia, João Alberto foi espancado e morto por um segurança e um policial militar. A Polícia Civil do Estado investiga o crime. Os dois homens foram presos em flagrante. O segurança permanece no Palácio da Polícia de Porto Alegre, enquanto o policial foi encaminhado para um presídio da Brigada Militar (BM), como é chamada a Polícia Militar no Rio Grande do Sul.

Também nesta sexta-feira (20), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que não existe racismo no Brasil.