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Sem cirurgia: nova técnica microscópica consegue observar a atividade cerebral

·1 minuto de leitura

Cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, acabam de divulgar a descoberta de uma nova técnica microscópica que foi capaz de examinar o cérebro de um rato vivo de forma quatro vezes mais profunda, sem precisar de qualquer intervenção cirúrgica.

Nos exames atuais, os microscópios têm a passagem de luz bloqueada pelo crânio. Sendo assim, é preciso remover parte do couro cabeludo e perfurar o crânio até aparecer o cérebro, para então poder analisar mais de perto. Mas com a nova técnica, foi possível obter um mapa dinâmico e detalhado da vasculatura do cérebro.

Imagem: Reprodução/Daniel Razansky/Universidade de Zurich
Imagem: Reprodução/Daniel Razansky/Universidade de Zurich

Daniel Razansky, engenheiro biomédico e líder do estudo, conta que essa visualização é crucial para entender a biologia complexa dos organismos vivos e da progressão das doenças. O cientista e sua equipe fizeram o experimento injetando microgotículas fluorescentes nos ratos, que percorreram por todo o sistema circulatório dos animais. Então, foi usado um comprimento de onda específico que penetra no osso e os iluminam.

Esse conceito, segundo os pesquisadores, é parecido com uma varredura de imagem por ressonância magnética funcional (fMRI), pois permite que os médicos observem as regiões ativas dentro do cérebro. Essa, no entanto, foi a primeira vez que os cientistas conseguiram fazer a visualização usando a microscopia fluorescente.

Agora, os pesquisadores estão trabalhando para aprimorar esse processo e conseguir imagens em resoluções melhores e em 3D, tornando a ferramenta de diagnóstico bastante útil no futuro através da análise da atividade neural, microcirculação, neurodegeneração e acoplamento neurovascular.

O estudo completo etá disponível neste link.

Fonte: Canaltech

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