Mercado fechado

Sem BRT, Rio registra 131 Km de congestionamento na volta para casa nesta segunda-feira

O Globo
·2 minuto de leitura
Reprodução / COR

RIO - A paralisação no serviço do BRT, no começo da tarde desta segunda-feira, afetou a vida de 170 mil usuários do sistema deixou a volta para casa caótica na cidade. Às 19h, o cogestionamento no Rio chegava a 131Km, enquanto a média das últimas três semanas foi de 51Km, de acordo com o Centro de Operações. A suspensão do serviço de BRT e a possibilidade de chuva fizeram a capital entrar em estágio de mobilização às 15h

Sem o BRT, que é parte importante do sistema de transportes na cidade, outros modais tiveram que absorver o impacto de passageiros. A SuperVia informou que incluiu um trem extra saindo da estação Olímpica de Engenho de Dentro para Santa Cruz (ramal Santa Cruz) por volta das 17h45 e mais dois trens extras saindo da Central do Brasil também para Santa Cruz entre 18h e 19h. A concessionária segue avaliando a movimentação de clientes ao longo da noite.

Já a concessionária Metrô Rio informou que, por causa da paralisação do sistema BRT, aumentou o efetivo de agentes de segurança e operadores, para orientar os passageiros nas estações mais impactadas.

Empresas foram avisadas sobre risco de paralisação

O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro informou, na tarde desta segunda-feira, que a suspensão do serviço não foi um ato repentino. Há dois meses, a categoria alertou os empresários do setor sobre a possibilidade de paralisação, caso os acordos firmados com os trabalhadores não fossem cumpridos.

—- Para se ter uma idéia, no início da pandemia assinamos um acordo com as empresas com o aval do Ministério Público do Trabalho (MPT), onde ficou acertado que haveria a redução de jornada mas sem demissões, o que não foi respeitado. O trabalhador já está com dívidas, sem dinheiro para honrar seus compromissos, e ainda por cima não recebe o décimo terceiro conforme o combinado, sinceramente não dá para controlar esse tipo de sentimento de revolta dos profissionais - explicou Sebastião José, presidente da entidade.

Sebastião afirmou ainda que o sindicato entrou com uma ação no MPT, que chamou o Rio Ônibus para uma audiência de consenso para que o décimo terceiro fosse pago em 5 parcelas, desde que o salário mensal fosse integral.

—- Conversamos com a direção do Rio ônibus que nos pediu um prazo de 24h para avaliar a propostas, mas no fim não assinaram o acordo, já que insistiam em pagar em 8 vezes. O sindicato e o Ministério Público do Trabalho (MPT), sempre estiveram à disposição para um acordo que evitasse a situação que está ocorrendo agora, mas os empresários não acreditaram que isso poderia acontecer. Vamos mais uma vez entrar com uma ação na justiça cobrando o acordo assinado e o pagamento imediato do 13°salario —- disse.