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Sem BRT, Rio registra 131 km de congestionamento na volta para casa nesta segunda-feira

·4 minuto de leitura
Foto: Reprodução / COR

A paralisação no serviço do BRT, no começo da tarde desta segunda-feira, afetou a vida de 170 mil usuários do sistema deixou a volta para casa caótica na cidade. Às 19h, o cogestionamento no Rio chegava a 131Km, enquanto a média das últimas três semanas foi de 51Km, de acordo com o Centro de Operações Rio (COR). Por volta das 21h, o engarrafamento já havia sido reduzido a 63 Km, ainda assim muito acima dos 20 Kg das últimas semanas. A suspensão do serviço de BRT e a possibilidade de chuva fizeram a capital entrar em estágio de mobilização às 15h.

O COR também pede que a população dê prioridade aos transportes de alta capacidade, como o trem e o metrô, e às linhas de ônibus comuns. O órgão informou que pediu às concessionárias e aos táxis reforço na operação, recebendo feedback positivo.

Como ainda existe possibilidade de a greve continuar nesta terça-feira, os usuários devem ficar atentos às redes sociais do COR e seguir as mesmas recomendações sobre uso de transportes de outros modais de alta capacidade.

Sem o BRT, que é parte importante do sistema de transportes na cidade, outros meios de transporte tiveram que absorver o impacto de passageiros. A SuperVia informou que incluiu um trem extra saindo da estação Olímpica de Engenho de Dentro para Santa Cruz (ramal Santa Cruz) por volta das 17h45 e mais dois trens extras saindo da Central do Brasil também para Santa Cruz entre 18h e 19h. A concessionária segue avaliando a movimentação de clientes ao longo da noite.

Já a concessionária Metrô Rio informou que, por causa da paralisação do sistema BRT, aumentou o efetivo de agentes de segurança e operadores, para orientar os passageiros nas estações mais impactadas.

A Secretaria municipal de Transportes notificou o BRT Rio a apresentar medidas tomadas para reduzir os impactos aos usuários que dependem do sistema, visto que é de responsabilidade do operador adotar medidas emergenciais em caso de greve ou paralisação, assegurando a operação — serviço essencial — das linhas e o atendimento à população.

A secretaria, que em nenhum momento foi notificada sobre a paralisação, está monitorando a situação e vai autuar o BRT Rio por deixar de operar cada um dos 22 serviços cadastrados, prejudicando mais de 170 mil passageiros que utilizam o sistema atualmente.

O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro informou, na tarde desta segunda-feira, que a suspensão do serviço não foi um ato repentino. Há dois meses, a categoria alertou os empresários do setor sobre a possibilidade de paralisação, caso os acordos firmados com os trabalhadores não fossem cumpridos.

— Para se ter uma idéia, no início da pandemia assinamos um acordo com as empresas com o aval do Ministério Público do Trabalho (MPT), onde ficou acertado que haveria a redução de jornada mas sem demissões, o que não foi respeitado. O trabalhador já está com dívidas, sem dinheiro para honrar seus compromissos, e ainda por cima não recebe o décimo terceiro conforme o combinado, sinceramente não dá para controlar esse tipo de sentimento de revolta dos profissionais — explicou Sebastião José, presidente da entidade.

Sebastião afirmou ainda que o sindicato entrou com uma ação no MPT, que chamou o Rio Ônibus para uma audiência de consenso para que o décimo terceiro fosse pago em 5 parcelas, desde que o salário mensal fosse integral.

— Conversamos com a direção do Rio ônibus que nos pediu um prazo de 24h para avaliar a propostas, mas no fim não assinaram o acordo, já que insistiam em pagar em 8 vezes. O sindicato e o Ministério Público do Trabalho (MPT), sempre estiveram à disposição para um acordo que evitasse a situação que está ocorrendo agora, mas os empresários não acreditaram que isso poderia acontecer. Vamos mais uma vez entrar com uma ação na justiça cobrando o acordo assinado e o pagamento imediato do 13° salário — disse.

Em nota, o BRT Rio admitiu que vem encontrando dificuldades em pagar o 13º salário de forma integral e culpou o "colapso financeiro pelo qual o sistema vem passando desde o início da pandemia". A empresa informou que depositou, nesta segunda, 20% do valor e, caso as negociações com o Sindicato dos Rodoviários não avance ou não haja liberação de subsídio do governo, o sistema corre o risco de encerrar definitivamente as atividades.

"Ressaltamos o comprometimento do BRT Rio no sentido de que, caso sobrevenha qualquer auxílio ou subsídio das esferas de governo, a quitação do 13º salário dos seus funcionários será antecipada na mesma proporção.

Apesar das dificuldades financeiras decorrentes das medidas restritivas impostas pelo combate à Covid-19, que causaram perda de receita de R$ 155 milhões de março a outubro, e também pelo conjunto de aspectos que vêm contribuindo para o desequilíbrio financeiro do sistema, tais como o não reajuste da tarifa há 22 meses, a evasão por calotes, as políticas de gratuidade sem fonte definida de custeio, a concorrência desleal do transporte clandestino, a má conservação das pistas e os furtos de equipamentos e vandalismo nas estações, o BRT Rio vem honrando o pagamento de salário de seus colaboradores, e o mesmo será feito em relação ao 13º salário".