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Sem Bandeira de Mello, chapa de Martha Rocha, do PDT, terá cineasta carioca do PSB como vice

João Paulo Saconi e Alice Cravo
·3 minutos de leitura
Martha Rocha (PDT) e o diretor de TV, teatro e cinema Anderson Quack (PSB), cofundador da Central Única das Favelas (CUFA)
Martha Rocha (PDT) e o diretor de TV, teatro e cinema Anderson Quack (PSB), cofundador da Central Única das Favelas (CUFA)

RIO — Depois de ter oficializado a candidatura de Martha Rocha à Prefeitura do Rio, o PDT recebeu nesta quarta-feira a indicação de um nome do PSB para vice da deputada estadual. Os dois partidos formalizaram uma coalisão pelo comandado da cidade. O escolhido em convenção partidária para representar o PSB foi o diretor de TV, teatro e cinema Anderson Quack, cofundador da Central Única das Favelas (CUFA).

Antes dessa definição, houve a expectativa de que Martha se tornasse companheira de chapa do ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello, filiado à Rede. O partido chegou a firmar uma aliança com o PDT e o PSB, mas o tratou foi rompido após a oficialização de Martha como cabeça de chapa. Bandeira será candidato a prefeito e sua vice será a ex-vereadora Andréa Gouvêa Vieira, conforme determinaram os filiados da Rede em convenção também realizada nesta quarta.

Além de Anderson Quack, o PSB tinha outros nomes cotados para indicar à chapa de Martha. Entre eles, estavam o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão e o delegado Orlando Zaccone, titular da 18ª DP da Praça da Bandeira e nomeado durante a gestão de Martha como Chefe de Polícia Civil. O escolhido, Quack, é amigo do deputado federal Alessandro Molon, presidente estadual do PSB fluminense e responsável pelas negociações do partido. Em 2018, o escritor e professor foi candidato a deputado federal pelo PSOL.

Antes da convenção, Temporão vinha sendo considerado pelo PDT como uma opção viável entre os quadros do PSB graças à sua ligação com a saúde. Membros do partido avaliam que Martha pode ter desempenho eleitoral satisfatório graças à atuação como delegada, e a expectativa era de que Temporão trilhasse o mesmo caminho enquanto integrante da classe médica. Ele e Lupi foram colegas de Esplanada de Ministério nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT — Lupi era titular da hoje extinta pasta do Trabalho.

No PSB, o desejo inicial era que Temporão concorresse como vereador, sob a avaliação de que ele seria um potencial puxador de votos para a legenda, que também aposta na profissão do médico como um aceno ao eleitorado preocupado com o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Não havia resistência partidária diante da possibilidade de Temporão desempenhar esse mesmo papel como vice de Martha Rocha. No entanto, o próprio ex-ministro não tem aceitou o convite: aos 68 anos, ele integra o grupo de risco diante do coronavírus e não estaria apto a fazer campanha nas ruas, ao passo em que não possui uma presença forte nas redes sociais.

Confirmação no Rede

Bandeira, que não conseguiu atrair outros partidos para a sua coligação e ainda tenta obter apoio do PSB, não abriu mão da candidatura a prefeito. Nesta quarta-feira, a Rede mostrou que irá acompanhar sua intenção, oficializando a candidatura em convenção com participação da ex-ministra Marina Silva, fundadora e nome mais conhecido do partido. Ao lado do ex-presidente do Flamengo, estará a jornalista Andréa Gouvêa Vieira, que exerceu dois mandatos na Câmara dos Vereadores do Rio entre 2004 e 2012.