Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.113,93
    +413,26 (+0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.726,98
    +212,88 (+0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,07
    -0,39 (-0,61%)
     
  • OURO

    1.777,30
    +10,50 (+0,59%)
     
  • BTC-USD

    60.958,05
    -304,83 (-0,50%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.398,97
    +7,26 (+0,52%)
     
  • S&P500

    4.185,47
    +15,05 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    34.200,67
    +164,68 (+0,48%)
     
  • FTSE

    7.019,53
    +36,03 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.969,71
    +176,57 (+0,61%)
     
  • NIKKEI

    29.683,37
    +40,68 (+0,14%)
     
  • NASDAQ

    14.024,00
    +10,00 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6872
    -0,0339 (-0,50%)
     

Sem ampliação de programa, Câmara Municipal de SP prorroga auxílio de R$ 100 por 3 meses

ARTUR RODRIGUES
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Sem concessões para ampliar o programa de auxílio emergencial municipal, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (24) em segunda votação o projeto para prorrogar por mais três meses o auxílio emergencial paulistano, no valor de R$ 100. O projeto foi aprovado com 52 votos favoráveis e nenhum contrário. O programa paulistano foi pensado para atender aos beneficiários do Bolsa Família cadastrados até o ano passado. O projeto foi encampado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) em 2020, ainda durante a campanha eleitoral --inicialmente, Celso Russomanno (Republicanos), tinha uma proposta com esse intuito. Agora, a gestão não aceitou propostas de vereadores da oposição e também da base para ampliar o programa, incluindo, por exemplo, pessoas que estão sem nenhum benefício e aguardam na fila da Bolsa Família. O projeto atende 1,287 milhão de pessoas que já recebem o valor, com investimento de R$ 420 milhões. "Gostaria de poder dar muito mais para quem precisa, mas nós precisamos ter responsabilidade em dizer que a gente pode dar aquilo que a gente tem condição", disse o vereador Fabio Riva (PSDB), líder do governo na Câmara. Com isso, o projeto mantém atendimento apenas às pessoas inscritas no Bolsa Família até setembro do ano passado, ambulantes e dá valor duplicado a famílias com portadores de deficiência. Apesar de contrariada, a oposição votou favoravelmente ao projeto da gestão Covas. A cidade de São Paulo tem ao menos 320 mil pessoas em situação de alta vulnerabilidade que estão de fora da lista dos beneficiários auxílio emergencial municipal e também aguardam para serem incluídos no Bolsa Família. Uma demanda do PT é incluir esse contingente. O vereador Antonio Donato (PT) rebateu o argumento de falta de verba, afirmando que a prefeitura tem dinheiro em caixa para pagar a ampliação. "Tem 137 mil famílias, que já estão inscritas no Bolsa Família, tem conta no banco, cadastradas, mas que o governo federal não as incluiu no Bolsa Família ainda. E a gente esperava que pelo menos essas famílias fossem incluídas, com um custo de mais R$ 100 milhões, para quem tem um superávit de R$ 5 bilhões no mínimo", disse. "Não me venham com a coversa mole que não tem dinheiro. Não tem disposição política". O PT argumenta que a cidade de São Paulo fechou o ano da pandemia em situação favorável, uma vez que recebeu verbas federais e teve sua dívida com a União suspensa. O caixa da prefeitura no último ano foi de R$ 18 bilhões, segundo fluxo oficial. O PSOL propôs aumentar o auxílio para R$ 350. "Eles querem R$ 100 e mais nada para o mesmo número de pessoas do ano passado, sendo que muito mais gente entrou na pobreza", disse Luana Alves (PSOL), líder do partido. VACINA A Câmara, no entanto, incluiu no projeto uma proposta originalmente do vereador Donato, que permite ao município comprar vacinas no caso de o governo federal não fornecer imunizantes suficientes. As vacinas terão que ser aprovadas pela Anvisa ou, em caso de descumprimento do prazo, por agências internacionais.