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Selic: Com a alta dos juros, renda fixa, títulos públicos e poupança voltam a valer a pena? Saiba o que muda nas aplicações

·3 minuto de leitura

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros, a Selic, em um ponto percentual, para 5,25%, nesta quarta-feira, como já era esperado pelo mercado.

A medida impacta aplicações financeiras que têm correção ligada à taxa, como a poupança, títulos do Tesouro Direto e fundos de renda fixa. Apesar da alta, esses investimentos continuam perdendo para a inflação.

A poupança, que rende 70% da Selic + TR (atualmente zerada), passa a ter rendimento de 3,68% ao ano, e de 0,30% ao mês.

Já os fundos DI não só terão rendimento abaixo da inflação, mas também perdem para a poupança quando a taxa de administração cobrada é mais alta, segundo simulação feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

Ana Beatriz Moraes, coordenadora dos mestrados de Administração e Economia do Ibmec, alerta que o investidor deve ficar atento aos ganhos reais da aplicação, ou seja, descontando a inflação e outros custos, como Imposto de Renda, taxa de administração e taxa de custódia.

— Um pagamento de juros mais elevado também sofre corrosão se a inflação estiver mais alta. Uma solução pode ser apostar em fundos ou títulos atrelados à inflação, além de manter uma parte da carteira em renda variável — aponta.

Segundo cálculos feitos pela analista da Rico Investimentos Paula Zogbi, tanto a poupança, quando o Tesouro Selic e CDBs (Certificados de Depósito Bancário) perdem para a inflação.

De acordo com o relatório Focus, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) deve acabar o ano em 6,79%.

Mas rentabilidade não é tudo em uma carteira de investimentos equilibrada. É preciso também liquidez, ou seja, aplicações que possam ser resgatadas rapidamente sem que haja perdas.

— Ainda que a inflação esteja mais alta que a taxa de juros, a renda fixa ajuda a proteger uma parte do patrimônio. Se não colocasse em aplicação alguma, a perda para a inflação seria ainda maior — diz a planejadora financeira Paula Sauer.

Ela não recomenda colocar todos os recursos em renda variável:

— Vamos lembrar que estamos em um cenário de extrema volatilidade. Para o perfil conservador, o recomendado é de 10% a 15% do seu patrimônio em renda variável, e para o longo prazo.

O Tesouro Selic é uma boa opção de investimento para perfis mais conservadores, já que paga 100% da taxa Selic, mais 0,194% ao ano. No entanto, o investidor deve ficar atento, pois ao resgatar os recursos antes do prazo, pode perder dinheiro, explica a planejadora financeira Myrian Lund, professora da FGV.

— Atualmente, há opções de Tesouro Selic 2024 e 2027. Caso o investidor resgate antes, será aplicada a correção pela Selic do dia, que pode ser menor ou maior do que a taxa do dia em que o título foi comprado. Se for menor, o investidor perde dinheiro. Este ano houve períodos em que não houve ganho para o investidor, por exemplo — afirma.

Segundo ela, a alternativa mais indicada para o curto prazo são os CDBs, que assim como a poupança são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Porém, enquanto na poupança o rendimento só é aplicado na data de aniversário da conta, os CDBs são corrigidos todos os dias.

O investidor precisa prestar atenção, porém, porque enquanto a poupança tem o mesmo rendimento em todos os bancos, no caso dos CDBs há variação entre as instituições.

— Para ser vantajoso, o CDB tem que pagar pelo menos 95% do CDI. Mas hoje quase todos os bancos oferecem essa rentabilidade para competir com as fintechs, que oferecem ganhos de mais de 100%.

Tanto para os títulos do Tesouro, quanto para o CDB, é descontado um percentual relativo ao Imposto de Renda, que varia de 22,5% sobre o lucro, para aplicações de até 180 dias, a 15%, para resgates a partir de 720 dias.


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