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Seleção não pode dar prejuízo aos clubes. Caso Mantuan é um absurdo

Alexandre Praetzel
·2 minuto de leitura
Gustavo Mantuan virou titular do Corinthians, mas se machucou num treino da Seleção Sub-20. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Gustavo Mantuan virou titular do Corinthians, mas se machucou num treino da Seleção Sub-20. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

A lesão de Gustavo Mantuan, titular do Corinthians, num treino da Seleção Brasileira Sub-20, acendeu o debate sobre a importância de ceder jogadores em detrimento do clube. O atacante de 21 anos vivia bom momento no time e foi liberado pela diretoria para TREINAR no selecionado. Voltou com o ligamento cruzado do joelho esquerdo rompido e vai desfalcar o Corinthians por sete meses, pelo menos. Um prejuízo técnico e financeiro incalculável já que a CBF não vai arcar com os salários de Mantuan, por não se tratar de uma data-Fifa.

O episódio só aumenta a discussão sobre Seleção x Clubes. Afinal, os clubes cedem os atletas por pressão e desejo dos jogadores, mas ficam torcendo para eles voltarem em condições normais. Quem convoca não está nem aí se vai tirá-los de competições e partidas importantes. Quando são chamados para compromissos oficiais como eliminatórias e Mundiais, aí existem justificativas. Agora, liberá-los para apenas treinar, correndo o risco de lesões, é uma vergonha. Em nenhum momento, qualquer dirigente do Corinthians se manifestou sobre esse absurdo, até porquê eles devem ter ficado felizes quando Mantuan apareceu na lista para valorizar a revelação da base.

O fato é que as Seleções não atraem mais o interesse do público e viraram sinônimos de prejuízos aos times brasileiros. A própria CBF sabota as competições que organiza, ao não paralisar o calendário nas datas-Fifa.

Nesta semana, Jurgen Klop alfinetou Tite por convocar Fabinho e não colocá-lo para jogar, depois que Fabinho se machucou pelo Liverpool. Isso já aconteceu em anos anteriores. Em 1997, Zagallo chamou Paulo Nunes e o tirou de uma semifinal do Grêmio, na Copa do Brasil, para deixá-lo no banco de reservas. E há outros exemplos que poderíamos citar, num momento onde os torcedores querem a preservação das equipes em movimento contrário aos dirigentes, que silenciam mesmo que percam seus ativos. Um absurdo, sem equilíbrio para quem realmente paga a conta.

Seleção tem que ser algo vantajoso para todos e puro mérito. Quando isso não acontece, a CBF é responsável por qualquer prejuízo que ocorra. Sem clubes, não há futebol. Simples assim.