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Seleção Brasileira deveria ter um grande técnico estrangeiro. Time foi nota 5 contra a fraca Venezuela

Alexandre Praetzel
·2 minuto de leitura
Jogadores comemoram o gol de Firmino contra a Venezuela.  Foto: cbf.com.br
Jogadores comemoram o gol de Firmino contra a Venezuela. Foto: cbf.com.br

Comentei Brasil e Venezuela. Olha, não é possível que alguém tenha gostado do desempenho da Seleção Brasileira, na vitória sofrida por 1 a 0. Ok, enfrentou um adversário retrancado, com poucos espaços ofensivos, mas a falta de criatividade e ausência de dribles e tentativas individuais transformaram o jogo num parto para quem trabalhou e assistiu.

As entrevistas de Tite e Matheus Bachi, seu filho, foram mais do mesmo porque o Brasil sempre foi temido por adversários médios e menores, sofrendo contra defesas postadas. Faltaram explicações em relação aos toques de bolas improdutivos e inúmeros cruzamentos inúteis. Os dois zagueiros venezuelanos Osório e Wilker cabecearam diversas vezes, sem contestações. O goleiro Fariñez não foi exigido em nenhum momento. O gol brasileiro saiu de um toque de um defensor venezuelano para o pé de Firmino. Pouco, muito pouco, para uma equipe que depende única e exclusivamente de Neymar. Quando o craque brasileiro não está, parece que seus parceiros não acreditam no time.

O Brasil vai se classificar para mais uma Copa do Mundo, como sempre fez. O problema é avançar em relação ao modo de jogar. Tite foi conservador e ficou com dois zagueiros até o final, diante uma Venezuela que não atacava e não fazia questão disso. Tivemos um futebol burocrático e sonolento.

Agora, o desafio será fazer o Brasil evoluir. Não teremos intercâmbio com os europeus e isso será mais um limitador para nos testar. Ganhar da Venezuela, Peru, Paraguai, Chile e golear a Bolívia, isso sempre aconteceu, historicamente, mesmo com atuações nota 5.

Talvez fosse a hora de apostar num técnico estrangeiro, numa tentativa de transformar a Seleção. Planejar e oferecer um grande projeto a Klopp ou Guardiola. O tempo está passando e somos iguais aos outros. Os bons tempos de antigamente ficaram mesmo no passado. Quem viu, viu! O resto é esperar pela Copa do Mundo.