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Seleção se desdobra, faz variações na sua estratégia e consegue superar a Colômbia no Nilton Santos

·4 minuto de leitura


A maneira como a Seleção Brasileira se desdobrou até arrancar a vitória por 2 a 1, de virada, sobre a Colômbia, em jogo válido pela quarta rodada da Copa América, comprovou o quanto um "teste de verdade" foi crucial para as pretensões canarinhas. Da perspicácia de Tite nas alterações à cautela para tornar o Brasil mais ofensivo para encurralar a seleção "cafetera", foi difícil achar os atalhos até o esperado gol da vitória.

> ATUAÇÕES: Casemiro e Firmino marcam e recebem as maiores notas do Brasil

O gol marcado por Luis Díaz no início da partida culminou em um novo desafio para a equipe extremamente modificada em relação ao duelo com o Peru. Mesmo com muita posse de bola, faltava à Seleção Brasileira criatividade para superar uma Colômbia retraída. Nem mesmo variações de posicionamento entre Gabriel Jesus e Richarlison faziam a equipe de Tite girar mais a bola e, com desempenho oscilante, as poucas ações ficavam nos pés de Neymar. O camisa 10 era esperança tanto por seu ímpeto quanto em lances de bola aérea.

O decorrer do segundo tempo já trouxe um novo panorama canarinho. Com a entrada de Roberto Firmino, a Seleção começou a imprensar a "cafetera" contra sua própria área. Os 71% de posse de bola nos 45 minutos finais, dessa vez, resultaram em chances reais de gol.

Assim, a equipe conseguiu dez finalizações - o dobro da etapa inicial -, sendo três na direção da meta defendida por Ospina - o triplo.

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No geral, somando os dois tempos, o Brasil teve 15 finalizações, mas apenas quatro foram na direção do gol - ou seja, apenas quatro tiveram chances reais de balança as redes. Os números retirados do site "SofaScore" evidenciam um retrocesso da Seleção nesse sentido. Veja a comparação abaixo:

1ª rodada - Brasil 3x0 Venezuela: 18 finalizações (sete no gol);

2ª rodada - Brasil 4x0 Peru: 17 finalizações (nove no gol);

3ª rodada - folga da Seleção

4ª rodada - Brasil 2x1 Colômbia: 15 finalizações (quatro no gol).

Dessa maneira, com um aproveitamento ofensivo ruim em relação às demais apresentações, a Seleção precisou mostrar resiliência e recalcular a estratégia para poder vencer. As substituições promovidas por Tite na etapa final explicam o resultado positivo.

O treinador, pouco a pouco, foi adequando os setores. Entraram dois centroavantes de ofício (Gabigol e Roberto Firmino), e Lucas Paquetá, que age tanto como meia quanto como segundo volante. Além disto, entraram Everton Cebolinha, atacante que atua pelas pontas, e Renan Lodi, lateral capaz de complementar o meio de campo.

A distribuição promovida por Tite mostrou seu desejo de aumentar em seus convocados o potencial de serem polivalentes.

- Foi uma sequência. Primeiro dois externos, com Firmino por dentro para fazer o movimento e contra-movimento de infiltração. Uma liberdade para saída para os laterais dos dois, uma conduzida com o Fred e ser mais um jogador. Conforme o jogo ia se apresentando, colocamos Paquetá para dar uma agressividade maior... - afirmou Tite, que destacou sobre Firmino:

- É um 9 que é 10. Ajuda na articulação e na chegada - complementou.

O auxiliar César Sampaio também detalhou as funções dos demais jogadores que entraram em campo.

- Lodi teve a função de completar este quinto homem ofensivo, O Cebolinha para dar amplitude, o Gabriel Barbosa como homem flutuador para atacar esse espaço central. Enfim, fomos potencializando movimentações ofensivas colocando a Colômbia para trás. Corremos o risco do contra-ataque, porém, tivemos nível de concentração. Confiamos até o fim, tínhamos o domínio - declarou.

> Veja a tabela da Copa América

Assim, a Seleção Brasileira tornou-se mais ofensiva, invadiu o campo de defesa colombiana e trouxe mais efetividade à posse de bola. Embora não tenha sido um grande desempenho no aspecto tático, especialmente porque faltavam poucos minutos para acabar o jogo, o time mostrou frieza, foco e, então, arrancou a vitória "no coração", já nos minutos finais, com Casemiro.

- Acho que o mentalmente forte é a grande ênfase que tem que dar hoje. A equipe sempre mentalmente forte e sempre querendo o objetivo, que é a vitória. Acho que essa foi com o coração, com a raça e determinação - destacou Casemiro, ao fim do jogo.

A ânsia por buscar o gol ratificou uma certeza de Tite.

- Não importa quantos você tem na frente, mas com quantos tu chega na frente! - declarou.

O Brasil volta a campo no próximo domingo, no Estádio Olímpico de Goiânia, às 18h, contra o Equador. A partida é válida pela quinta rodada da Copa América.

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