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Seis vereadores do município de Carmo, na Região Serrana, são presos em operação do MPRJ que investiga fraude de R$ 40 milhões

·3 minuto de leitura

RIO — Seis dos 11 vereadores do município de Carmo, na Região Serrana do Rio, acordaram nesta quinta-feira na mira de denúncias do MPRJ, em parceria com a Polícia Civil, contra fraude em licitações de contratos na área de limpeza urbana. A Operação Chorume, que está na sua terceira fase, cita crimes contra a lei de licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Em junho, na segunda fase, a operação também já prendeu o ex-prefeito da cidade Paulo César Ladeira, de 51 anos, investigado por receber propina em contratos ligados a empresas que também faziam parte da quadrilha.

Com esta fase em curso, ao todo, já pode-se estimar o prejuízo de R$ 40 milhões ao erário, que poderão ser somadas outras quantias relacionadas a contratos ainda sob investigação. A operação, realizada por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco/RJ) e da Promotoria de Justiça de Carmo, busca cumprir 11 mandados de prisão preventiva e outros 22 de busca e apreensão. Até o momento, oito pessoas foram presas. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital e a ação conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

Entre os vereadores citados no esquema por receber “mesada” de integrantes da organização para não fiscalizarem as despesas dos contratos fraudulentos, cinco ainda estavam em exercício da profissão na Câmara. São eles: Romerito Jose Wermelinger Ribeiro (PL); Samuel Cassio Cunha, o Samuel da Livração (PL); Valquiria Aparecida de Moraes (PL); Juliano de Souza Braga (PDT) e Rita Estefânia Gozzi Farsura, a Faninha (PSC), que está em prisão domiciliar desde a primeira fase da operação, em março.

Os vereadores Salvador Carvalho de Oliveira (PL) e Marco Antonio Pereira Dalboni (Cidadania), também denunciados, já não estavam mais no exercício, mas integraram, por anos, a organização, e foram acusados de não usarem seu poder e influência para interferir em prol do grupo. Também estão na denúncia os vereadores Wilde Rodrigues Curty (Cidadania) e Ana Cláudia Ribeiro Fernandes (Solidariedade).

Já as empresas Limpeza Urbana e a Forte Ambiental são acusadas de obter contratos superfaturados por meio do pagamento de propina a agentes públicos durante o período em que Ladeira estava no cargo, de 2017 a 2020.

Tiveram decretadas as prisões no Executivo de Ozéas de Souza Ramos, ex-secretário de Fazenda, citado por liberar ou cercear pagamentos às empresas do grupo de forma arbitrária, em função do recebimento de propinas que eram entregues pelas empresas; Renato da Silva Amarante, ex-secretário de Meio Ambiente e de Obras, que promoveu a licitação que culminou na contratação, em 2017, da Limpeza Urbana, no bojo da qual foram apuradas incontáveis irregularidades; e o ex-secretário do Meio Ambiente Maxsandre dos Prazeres Carrilho, que atuou beneficiando a Forte Ambiental, na medida em que negligenciava a fiscalização do contrato, atuando de forma permissiva com relação ao grupo empresarial.

Em junho, a segunda fase da operação encontrou R$ 130 mil em espécie enterrados em tubos de PVC no quintal do sítio do ex-prefeito, na Zona Rural do município de Carmo. A ação colocou Ladeira preso em flagrante. Segundo a denúncia de hoje, parte dos criminosos atuantes no braço empresarial da quadrilha atuavam com objetivo de obter vantagens em contratações públicas, quando apoiaram financeiramente a campanha do ex-prefeito, reeleito em 2016. O documento também afirma que Ladeira recebeu 10% a título de propina, em contrapartida à contratação e à realização do pagamento das notas dos contratos titularizados pelas empresas pertencentes ao braço empresarial da organização criminosa.

Nas outras fases da operação, também foi preso o ex-secretário de Meio Ambiente, Ronaldo Rocha Ribeiro, considerado um dos principais braços do grupo dentro da Prefeitura, já que os contratos fraudulentos eram ligados diretamente à sua pasta, sendo o responsável pela fiscalização dos mesmos, e Lindemberg de Mello Costa, que exercia o cargo de fiscal dos contratos.

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