Seis cidades concentram quase 25% da produção econômica do Brasil

Rio de Janeiro, 12 dez (EFE).- Seis dos 5.565 municípios do Brasil concentram um quarto da produção econômica do país, enquanto 50% dessa produção está situada nas 54 cidades mais ricas, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira pelo governo.

As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Manaus, que são habitadas por 13,7% da população do país, geraram 24,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2010, segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Enquanto 54 cidades com 30,7% da população concentram a metade das riquezas do país, os 1.325 municípios mais pobres, com 3,3% da população, só produzem 1% do PIB nacional.

São Paulo, a maior cidade sul-americana e principal polo econômico do país, produziu 11,8% do PIB brasileiro.

A cidade paulista é seguida por Rio de Janeiro (5%), Brasília (4%), Curitiba e Belo Horizonte (ambas com 1,4%) e Manaus (1,3%).

As cinco primeiras cidades concentram atividades do setor de serviços, como bancos, financeiras, comércio e administração pública. Manaus se destaca por ser uma importante Zona Franca Industrial.

Os 11 municípios que seguem na lista não são capitais e se destacam por serem pólos industriais ou de serviços, como Guarulhos, Campinas e Osasco, cada um com 1% da produção nacional, São Bernardo do Campo (0,9%), Betim (0,8%), Barueri, Santos, Duque de Caxias e Campos de Goytacazes (todos com 0,7%), São José dos Campos (0,6%) e Jundiaí (0,5%).

O estudo constatou, no entanto, que a concentração de renda foi reduzida ligeiramente nos últimos 10 anos, já que enquanto as 27 capitais brasileiras eram responsáveis por 38,7% do PIB em 1999, em 2010 foram responsáveis por 34%.

De acordo com o estudo, 4.800 municípios registraram, em 2010, um PIB per capita inferior ao da média nacional, de R$ 19.766,33.

Os maiores PIB per capita do Brasil foram registrados por pequenas cidades que contam com algum grande estabelecimento industrial, como São Francisco do Conde, com uma renda de R$ 296,8 mil por habitante, Porto Real, com R$ 290,8 mil, Louveira, com R$ 239,9 mil e Confins, com R$ 239,7 mil.

São Francisco do Conde é sede da segunda maior refinaria de petróleo do Brasil, enquanto Porto Real é um importante polo fabricante de automóveis, Louveira concentra centros de distribuição de grandes empresas e Confins tem o quinto maior aeroporto por movimento de passageiros do país.

Estes municípios, entretanto, não apresentam boa classificação no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede aspectos como a educação e o bem-estar da população.

São Francisco do Conde está na posição 2.743 entre todas as cidades do país, Porto Real em 2.082, Louveira no posto 565, enquanto Confins aparece na posição 1.233. EFE

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