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Seis chefes da maior facção criminosa do Rio estão nas ruas, apesar de serem alvo de 28 mandados de prisão

·3 minuto de leitura

RIO — Seis homens que, juntos, têm um total de 28 mandados de prisão expedidos em seus respectivos nomes pela Justiça, mas continuam foragidos, são suspeitos de integrar a cúpula da maior facção criminosa do Rio e compor uma espécie de conselho que, em conjunto com traficantes presos, ordena uma série de ações criminosas na cidade. Formado por “donos” de morros e até por um traficante internacional de armas e drogas, o grupo investigado pela Polícia Civil autorizou invasões a comunidades rivais, além de dar suporte com armas e homens para realização de roubos em joalherias, centros de distribuição de eletroeletrônicos e ataques a caminhões com cargas de alto valor.

Segundo a polícia, todos agem com o aval de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, apontado como chefe da facção criminosa. Entre as ações com selo do conselho do crime estão dois assaltos milionários realizados em junho de 2020. O primeiro foi no dia 22, quando cerca de 20 homens com fuzis atacaram o centro de distribuição de um supermercado, em Duque de Caxias, levando aproximadamente R$ 15 milhões em mercadorias.

A outra ação ocorreu no dia 30, quando um bando atacou o terminal de cargas do Aeroporto Santos Dumont e levou 80 notebooks. Segundo a polícia, Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy, apontado como chefe do comércio de drogas na Nova Holanda, é um dos investigados por suspeita de compor a cúpula da quadrilha. Só em nome dele há dez mandados de prisão.

O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece uma recompensa e mil reais por informações que levem até a prisão do bandido. Entre os investigados também está Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, que deixou irregularmente o presídio Vicente Piragibe, no último dia 27 de julho, mesmo tendo um mandado de prisão pendente em seu nome.

Ele é apontado em um inquérito remetido à Justiça pela Delegacia de Homicídios da Capital como um dos 13 bandidos responsáveis pela morte da atendente Ana Cristina da Silva, de 25 anos. Ela foi baleada no dia 26 de agosto de 2020, quando tentava proteger o filho de 3 anos, durante tiroteio causado por uma tentativa de invasão ao Complexo do São Carlos. Segundo as investigações, Abelha seria um dos bandidos que autorizaram a ação.

Outro indiciado no mesmo caso, e que também faria parte da cúpula, é Paulo César Baptista de Castro, o Paulinho Fogueteiro, que controla o tráfico nos Morros Fallet e Fogueteiro, em Santa Teresa. De acordo com a Polícia Civil, ele também cedeu homens e armas para a invasão do São Carlos.

Há em nome de Foguteiro dez mandados de prisão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio. O Disque-Denúncia oferece recompensa de mil reais por informações que levem até a prisão do bandido.

Abastecimento internacional

O quarto suspeito de integrar o grupo é Edgar Alves de Andrade, o Doca. Em nome dele há ao menos cinco mandados de prisão e uma recompensa de mil reais estipulada pelo Disque-Denúncia.

— Ele é o dono do Complexo da Penha. Controla o tráfico e recebe o dinheiro arrecadado das taxas. Também cobra mil reais por cada barraca armada em dias de bailes. Na facção, só é subordinado ao Abelha — disse um policial que investiga a cúpula.

Os outros investigados são Antonio Ilário Ferreira, o Rabicó, que controla o tráfico de drogas no Complexo do Salgueiro, e Fhilip da Silva Gregório, o Professor, que usa como base o Complexo do Alemão. Professor é apontado como o responsável pelo transporte e aquisição de armas, drogas e munição para o bando. Com contatos no Paraguai, Peru, Bolívia e Colômbia, ele foi preso pela PF em março de 2015, após voltar do Paraguai. Em um sítio de Seropédica, que seria de Professor, os agentes encontraram na ocasião cem quilos de cocaína. Condenado a 14 anos de prisão, Fhilip deixou a cadeia em 2018, após receber benefício de visitar ao lar, e nunca mais retornou.

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