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Segurança que matou Beto no Carrefour atuava pela 1ª vez e fazia bico

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Holding a cross covered with the Portuguese message "Black Lives Matter," a person demonstrates against the murder of Black man João Alberto Silveira Freitas, which occurred the night before at a different Carrefour supermarket, on Brazil's National Black Consciousness Day in Brasilia, Brazil, Friday, Nov. 20, 2020. Freitas died after being beaten by supermarket security guards in the southern Brazilian city of Porto Alegre, sparking outrage as videos of the incident circulated on social media. (AP Photo/Eraldo Peres)
Giovane Gaspar da Silva foi contratado para “cobrir” outro vigia, em jornada de 12 horas. Ou seja, fazia um “bico” (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

Preso após matar João Alberto Freitas, de 40 anos, o policial militar temporário Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos, atuava pela 1ª vez na unidade do Carrefour em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, no dia do assassinato. De acordo com o R7, ele foi contratado para “cobrir” outro vigia, em jornada de 12 horas. Ou seja, fazia um “bico”.

De acordo com o advogado de defesa de Giovane, David Leal, embora seja vedada atuação de PMs no horário de folga, o PM temporário aceitou o serviço para ampliar a renda familiar.

"Ele viu que o bico não servia para ele, mas quis complementar a renda. Ficou com receio de aceitar o trabalho, que acaba sendo mal visto. Ele estudava para concurso e tinha o sonho de ser policial rodoviário federal. Foi no primeiro dia que ocorreu aquela grande fatalidade", disse ao R7.

O advogado alega que seu cliente não tinha vínculo empregatício com o Grupo Vector, empresa terceirizada responsável pela fiscalização na unidade do Carrefour.

O Grupo Vector informa que ele havia sido contratado no dia 19, estava devidamente registrado e teve o vínculo rescindido no dia seguinte ao assassinato.

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Giovane e o outro segurança, Magno Braz Borges, foram filmados durante o espancamento. Os dois foram afastados do Carrefour. Além disso, a empresa afirmou ter afastado também a funcionária que aparece no vídeo com cenas da agressão, não interfere e ainda ameaça o motoboy que gravava as imagens.

Os dois seguranças vão responder por homicídio triplamente qualificado: por motivo fútil, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O advogado de Giovane avalia que o caso é uma "fatalidade" e diverge da prisão em flagrante.

"Houve homicídio culposo provavelmente, pela pressão exercida quando ele foi imobilizado. Meu cliente atuou para conter a agressão. Não teve nenhum cunho racial", acredita.

A Polícia Civil já havia dito que pode investigar as outras pessoas vistas na cena do crime por omissão de socorro. A investigação tem prazo de 10 dias para concluir o inquérito a partir da instauração. Caso contrário, os trabalhos podem ser estendidos por mais 15 dias.

"Já ouvimos mais de vinte pessoas no inquérito e vamos seguir realizando as diligências", disse Roberta Bertoldo, a delegada responsável pelo caso.

A reportagem questionou o Carrefour sobre o treinamento feito com agentes de seguranças terceirizados e a empresa tinha conhecimento de que Giovane era policial, o que em tese impediria que ele atuasse como segurança, mas não teve resposta até a publicação.