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Segundo caso de coronavírus é confirmado nos Estados Unidos

Fidel Forato

Hoje, (24), o centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) norte-americano confirmou o segundo caso do novo coronavírus chinês nos Estados Unidos. A paciente, residente de Illinois, Chicago, é a segunda pessoa a contrair o vírus, provisoriamente chamado 2019-nCoV, no país. No início desta semana, o OCD já havia identificado o caso de um homem na cidade de Seattle, em Washington.

A paciente tinha voltado de Wuhan, cidade chinesa marcada por ser o epicentro do surto, para Chicago, no dia 13 de janeiro. Atualmente, está em condição estável ​​e bem, de acordo com informações obtidas pela Scientific American.

Fora dos Estados Unidos, o número de infecções relatadas na China está subindo rapidamente. Autoridades de saúde chinesas já falam em quase 900 casos e pelo menos 26 mortes.

Segundo caso do novo coronavírus chinês é identificado nos Estados Unidos (Foto: Reprodução/ Medscape)

Implicações do caso

Para a Dra. Nancy Messonnier, diretora do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias do CDC, o segundo caso em território norte-americano é um alerta de que o país, provavelmente, verá mais casos surgindo nas próximas semanas.

Inclusive, pode acontecer disseminação interna entre pessoas que tiveram contato com os infectados, à medida que esse surto segue em expansão continua. Atualmente, Messonnier também afirma que até agora 63 pessoas estão "sob investigação" nos EUA.

"Esta é uma situação que muda rapidamente, tanto no exterior quanto no mercado interno", explica a diretora. "Esperamos mais casos nos EUA e provavelmente veremos alguns casos entre contatos próximos de viajantes e transmissão de humano para humano", conclui Messonnier.

Fique por dentro:

Pronunciamentos oficiais

Apesar da escalada do surto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) optou por não declarar alerta de emergência para a saúde global, em reunião, ontem (23). Isso porque, segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, o surto ainda é uma emergência apenas na China, não constituindo uma crise global. "Ainda pode se tornar um", reconhece o diretor. Já que, provavelmente, os casos continuarão a crescer.

"Embora o CDC considere isso uma séria ameaça à saúde pública, com base nas informações atuais, o risco imediato à saúde de 2019-nCoV para o público americano em geral é considerado baixo no momento", diz o comunicado do órgão de saúde norte-americano sobre o segundo caso de infeção pelo vírus chinês.

No momento, as autoridades americanas procuram controlar a situação a partir da entrada e saída de pessoas do país. Na quarta-feira (22), o CDC encomendou exames individualizados para todos os voos diretos de Wuhan em cinco aeroportos dos EUA, incluindo os de São Francisco, Nova York e Los Angeles. Esta é uma tentativa de limitar o risco de importação do novo coronavírus para os EUA.

Histórico

O aumento de casos do novo coronavírus se assemelha geneticamente a outro vírus, o SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave). A epidemia desse vírus parecido aconteceu em 2002 e também se originou na China. Na época, 700 pessoas vítimas fatais da infecção em todo o mundo.

No Brasil, houve uma suspeita do vírus, que teria sido trazido a Minas Gerais por uma mulher que viajou a Xangai. No entanto, o Ministério da Saúde negou a contaminação e o Brasil, até o momento, segue isento de casos de infecção por coronavírus.


Fonte: Canaltech

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