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Segunda vacina da Tailândia pronta para ensaios em humanos

Randy Thanthong-Knight
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Tailândia está pronta para iniciar testes em humanos com uma vacina contra a Covid-19 que aplica a mesma tecnologia usada pela Moderna.

A Universidade de Chulalongkorn, com sede em Bangkok, começará os estudos clínicos já em abril. Será o segundo programa de imunização da Tailândia a entrar em ensaios clínicos, de acordo com Kiat Ruxrungtham, pesquisador-chefe do Centro de Excelência em Pesquisa e Desenvolvimento de Vacinas da universidade. O centro usa a nova tecnologia de RNA mensageiro, e testes em camundongos transgênicos mostraram que a vacina pode prevenir sintomas clínicos e viremia após duas doses, disse.

A universidade vai inscrever 72 participantes na primeira fase de ensaios em humanos, enquanto a fase 2 pode contar com 300 a 600 participantes. A vacina de duas doses será administrada com três semanas de intervalo e será revisada continuamente pelo regulador de medicamentos tailandês, disse Kiat.

Na semana passada, a Tailândia anunciou que a primeira vacina desenvolvida localmente começará os testes clínicos em março, enquanto autoridades procuram reduzir a dependência de importações. O país deve iniciar a campanha de vacinação após a chegada do primeiro lote de 2 milhões de doses encomendadas da chinesa Sinovac Biotech na semana que vem. O governo encomendou 61 milhões de doses adicionais da AstraZeneca para imunizar 50% da população até o final do ano.

“Mesmo que até o final do ano que vem possamos ter um excesso de oferta de vacinas, queremos completar o desenvolvimento do imunizante para que a Tailândia possa ser autossuficiente para a próxima pandemia”, disse Kiat na quinta-feira.

Se os ensaios forem bem-sucedidos, a BioNet-Asia, com sede em Bangkok, poderá produzir até 5 milhões de doses da vacina da Universidade de Chulalongkorn até o final deste ano e 20 milhões de doses anuais a partir de 2022, disse Kiat. O desenvolvedor espera que a Tailândia aprove a vacina para uso emergencial após a conclusão da segunda fase dos ensaios clínicos.

A universidade também iniciou pesquisas sobre uma vacina de segunda geração contra as variantes da Covid-19 do Reino Unido e da África do Sul com o objetivo de testá-la em camundongos nos próximos dois meses, disse Kiat.

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