Mercado fechado
  • BOVESPA

    105.069,69
    +603,45 (+0,58%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.597,29
    -330,09 (-0,65%)
     
  • PETROLEO CRU

    66,22
    -0,28 (-0,42%)
     
  • OURO

    1.783,90
    +21,20 (+1,20%)
     
  • BTC-USD

    49.042,22
    +63,38 (+0,13%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.367,14
    -74,62 (-5,18%)
     
  • S&P500

    4.538,43
    -38,67 (-0,84%)
     
  • DOW JONES

    34.580,08
    -59,71 (-0,17%)
     
  • FTSE

    7.122,32
    -6,89 (-0,10%)
     
  • HANG SENG

    23.766,69
    -22,24 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    28.029,57
    +276,20 (+1,00%)
     
  • NASDAQ

    15.687,50
    -301,00 (-1,88%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3953
    +0,0151 (+0,24%)
     

Segunda maior árvore da Amazônia está ameaçada por garimpos ilegais, dizem pesquisadores

·2 min de leitura

RIO - A terceira expedição de um projeto que mapeia as árvores gigantes na Amazônia chegou no fim de setembro à segunda maior delas já registrada. O angelim-vermelho tem 85,44 metros de altura e idade estimada em cerca de 500 anos. Pesquisadores acreditam que a gigante está ameaçada por dois garimpos ilegais, a cerca de três quilômetros de distância.

A árvore está nos limites da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, no Amapá. Apesar disso, e de ainda não estar em risco de extinção, os angelins são conhecidos pelo seu potencial madeireiro, o que também atrai a cobiça de garimpeiros.

— Para chegarmos à gigante, passamos por garimpos, inclusive dentro da reserva. Se a exploração ilegal avançar, vai ameaçar essa árvore e toda a biodiversidade do entorno — avisa o coordenador do projeto Árvores Gigantes e professor do Instituto Federal do Amapá Diego Armando.

Cinco dias na floresta

A expedição começou em 24 de setembro, na região do Rio Cupixi, e durou cinco dias. O projeto mapeou o angelim-vermelho a partir de uma projeção de pesquisadores da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Antes dele, as maiores árvores registradas no Amapá tinham entre 66 e 79 metros, uma delas outro angelim-vermelho. A média de altura das árvores da Amazônia fica entre 40 e 50 metros.

O grupo já identificou três árvores com alturas acima de 80 metros no Amapá e outras quatro no Pará.

A maior árvore da Amazônia tem 88 metros e foi identificada em 2019, na divisa entre o Amapá e o Pará. Mas nenhum pesquisador conseguiu chegar até essa gigante, pela dificuldade de locomoção em terra.

Novos estudos serão feitos para descobrir por que o angelim-vermelho prevalece na região e como se desenvolve. Segundo Diego, os angelins crescem entre os vales, o que impede a ação do vento e favorece o crescimento em busca da luz do sol para a fotossíntese. Além disso, é provável que a espécie tenha maior capacidade de absorção de gás carbônico, pois 50% de sua massa é composta de CO2.

— Temos uma próxima expedição em novembro e estamos tentando captar recursos do CNPq e órgãos estaduais — explica Diego.

* Estagiária sob a supervisão de Carla Rocha

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos